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Chega quer melhorar transporte marítimo de gado vivo a partir do Pico

O Chega/Açores considerou hoje que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) “deveria tentar a mediação” entre as empresas de transporte marítimo para “um uso mais ajuizado de contentores” para melhorar o transporte de gado vivo a partir do Pico.

No primeiro dia das jornadas parlamentares do Chega açoriano na ilha do Pico, os deputados regionais, acompanhados pela deputada eleita pelo círculo dos Açores à Assembleia da República Ana Martins visitaram uma exploração de bovinos no concelho da Madalena e registaram as preocupações do proprietário relacionadas com a exportação de gado vivo.

O partido refere em comunicado que os problemas com a exportação de gado vivo, principalmente a partir da ilha do Pico, têm sido por si denunciados e constatou hoje que o proprietário da exploração pecuária visitada “só não exporta mais animais devido à falta de condições e regularidade no transporte marítimo”.

Segundo a nota, o produtor pecuário Gabriel Humberto traçou o cenário da exportação de gado vivo na ilha, indicando que “há poucos contentores para transporte de gado, há falta de entendimento entre as empresas que prestam esse serviço e a frequência do barco deveria ser mais regular e assídua para que os animais conseguissem sair da ilha em tempo útil”.

Para o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, o preço da carne é atrativo, mas “os produtores têm de ter garantias de que o investimento tem rentabilidade”.

“Têm sido denunciados casos de animais que ficam mais de um mês, além do tempo previsto, nas explorações por falta de transporte marítimo, o que encarece o investimento para o produtor e não tem a rentabilidade desejada por quem compra”, apontou.

Pacheco, citado na nota, considerou que os produtores pecuários da ilha do Pico, no grupo Central dos Açores, “não querem subsídios, não querem apoios, apenas querem condições, que não dependem deles, para exportarem os seus animais. Querem regularidade no transporte, contentores em condições e em número suficiente”.

Para o Chega, Governo Regional dos Açores “deveria tentar a mediação entre as empresas de transporte marítimo para que houvesse um entendimento que permitisse um uso mais ajuizado de contentores, já que umas empresas têm em demasia e não estão a ser usados, enquanto outras não têm em quantidade suficiente”.

“Estes produtores não se recusam a pagar, mas querem ser servidos para conseguirem manter a rentabilidade do seu negócio”, concluiu José Pacheco.

O grupo parlamentar do Chega/Açores, acompanhado da deputada à Assembleia da República Ana Martins está a realizar hoje e segunda-feira na ilha do Pico umas jornadas parlamentares dedicadas ao setor primário.

O dia de hoje, o primeiro, é dedicado à lavoura e também inclui participação nas IV Jornadas Técnicas da Charolês Portugal, onde os parlamentares irão contactar com vários produtores desta raça.

As jornadas terminam na segunda-feira, com visitas a uma queijaria e a uma fábrica de conservas.

O líder parlamentar do Chega, José Pacheco, considera tratar-se de “mais uma oportunidade para os cinco deputados regionais estarem num contacto direto com as populações” para sentirem “o pulsar da economia” da região.

Abril 26, 2026 . 16:45

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