
Académico de Viseu deixa dois pontos no Algarve após nulo com o SC Farense
Não foi um jogo nada fácil hoje em Faro para o Académico, com a equipa da casa muito determinada em conquistar pontos, dada a sua situação aflitiva no fundo da tabela. A equipa de Sérgio Fonseca apresentou-se sempre muito segura defensivamente, mas o setor ofensivo, hoje, ficou uns furos abaixo daquilo que costuma apresentar.
O jogo, que na primeira parte foi muito equilibrado e com raras oportunidades de golo, poderia pender claramente para o lado dos viseenses na segunda parte, na medida em que o ponta de lança do SC Farense foi expulso aos 45 minutos, por duplo amarelo. Mas, na prática, não foi bem assim. Os locais agigantaram-se na segunda parte e lançaram-se ao ataque, mesmo com menos unidades. O Académico tardou em reagir, tendo a primeira substituição, aos 62 minutos, sido de troca por troca: saiu Mortimer, entrou João Guilherme. A partida ficou mais equilibrada, mas o Académico continuava sem criar perigo, à exceção de lance com Clóvis, aos 64 minutos, em que o brasileiro se deixou antecipar já dentro da área.
Aos 81 minutos, Sérgio Fonseca decidiu arriscar um pouco mais, retirando Gustavo Costa e Messeguem, para introduzir Pedro Barcelos e Gohi. Jogando com três centrais, avançou no terreno Robinho, para apoiar Zamora.
Os viseenses pressionaram mais, com o SC Farense a cair fisicamente, após a grande intensidade da primeira parte. Surgiu então, aos 90 minutos, o caso do jogo. O árbitro assinalou grande penalidade, por mão na área de um defesa algarvio, mas o VAR, após largos minutos, reverteu a decisão, por ter encontrado, segundos antes, uma mão na bola por parte de Clóvis.
Nos 13 minutos de compensação atribuídos pelo árbitro, o treinador viseense ainda retirou Zamora e Kahraman e fez entrar Samba Koné e Dominik Steczyk. O Académico encostou claramente o SC Farense às cordas, jogando-se apenas no meio campo algarvio. Kahraman, aos 93, rematou forte fora da área, mas o guarda redes do SC Farense conseguiu defender a bola para canto. Aos 98, João Guilherme teve tudo para apontar o golo da vitória, mas o central Herrero, com um pequeno desvio, alterou a trajetória da bola, que seguia para a baliza. Até ao apito final do árbitro, os viseenses tudo tentaram para marcar, mas nessa altura já se jogava mais com o coração do que com a cabeça. Pertenceu a Steczyk o último remate do Académico, aos 90+13, mas Brian Araújo defendeu de forma segura.
Os viseenses ficaram a dever a si mesmos dois pontos, dadas as incidências do jogo, não tendo sabido, claramente, aproveitar o facto de ter jogado com mais uma unidade durante toda a segunda parte.
A questão, agora, é a seguinte: até que ponto estes dois pontos vão fazer falta para o objetivo de subida do Académico?








