
EUA criticam plano europeu para missão naval no estreito de Ormuz
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, criticou hoje os esforços do Reino Unido e da França para lançar uma missão naval internacional no estreito de Ormuz, classificando como “absurda” uma recente cimeira europeia sobre o tema.
Numa conferência de imprensa no Pentágono (sede do Departamento de Defesa), Hegseth afirmou não ter identificado “esforços sérios” para concretizar a operação, acusando os aliados europeus de se limitarem a discutir cenários futuros sem medidas concretas.
“Participaram no que eu chamaria uma conferência bastante absurda na Europa na semana passada, onde se reuniram e discutiram a possibilidade de fazer algo no futuro”, disse Hegseth.
O responsável norte-americano assegurou, no entanto, que Washington acolheria de bom grado uma iniciativa europeia para proteger o tráfego marítimo na região, sublinhando que o estreito de Ormuz é mais estratégico para a Europa do que para os Estados Unidos (EUA), devido à dependência energética do continente europeu.
Hegseth considerou que a crise atual expôs fragilidades na capacidade europeia de defesa, afirmando que, sem meios próprios, os aliados ficam “à mercê” de países como o Irão.
O chefe do Pentágono reforçou ainda as críticas àquilo que descreveu como falta de compromisso de parceiros europeus e asiáticos, defendendo que estes beneficiaram durante anos da proteção norte-americana sem contributos equivalentes.
As declarações de Hegseth surgem após o anúncio, na passada semana, de uma iniciativa franco-britânica para criar uma missão naval “neutra” de escolta de navios comerciais no golfo Pérsico, apresentada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, após uma cimeira em Paris com cerca de 30 líderes internacionais.








