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Tunas do IPV falham Semana Académica de Viseu após desacordo com a FAV

Grupos denunciam falta de condições para participação no evento, enquanto que a Federação Académica de Viseu garante ter tentado acordo e considera exigências "desnecessárias"

A Tunadão 1998 e a Viriatuna anunciaram que não vão participar na edição deste ano da Semana Académica de Viseu, alegando falta de entendimento com a Federação Académica de Viseu (FAV) e denunciando uma “crescente desvalorização” do papel das tunas na cidade.

Em comunicado conjunto, as duas tunas do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) referem que a decisão resulta da “impossibilidade de chegar a um entendimento” com a FAV, na sequência de alterações às condições logísticas e de acesso ao recinto. Segundo o documento, as condições propostas “impossibilitam a presença da nossa massa humana”, comprometendo a participação dos grupos.

"Nós não exigimos passadeiras, tratamentos de exceção ou extravagâncias; exigimos, sim, as condições básicas para que os nossos elementos, no ativo e em formação, possam subir a palco e celebrar dignamente a maior festa do seio estudantil", afirmam.

As tunas apontam ainda para um “corte sucessivo de apoios essenciais” e consideram que existe falta de reconhecimento pelo trabalho que desenvolvem “em prol da instituição”.

Ao Diário de Viseu, o presidente da FAV afirmou que a federação “tentou ao máximo, em várias reuniões, chegar a um acordo” com as tunas, sublinhando que o objetivo tem sido “trabalhar em prol dos estudantes”.

Tiago Amaral considerou também que algumas das condições exigidas “não são viáveis nem necessárias para uma atuação”, defendendo que o foco deve estar na atuação em si e não em aspetos paralelos.

A federação admitiu ainda que a ausência das tunas poderá ter impacto junto de alguns estudantes, sobretudo entre os novos alunos, mas considera que “não vai influenciar diretamente a experiência da Semana Académica”.

“Demos as condições necessárias para uma atuação deste nível, à semelhança do que fazemos com outros artistas. Não havendo entendimento, não podemos fazer mais”, acrescentou.

Apesar das críticas, a Tunadão 1998 e a Viriatuna afirmam não pretender “quebrar laços”, manifestando disponibilidade para o diálogo e defendendo uma relação de cooperação institucional.

Abril 21, 2026 . 17:15

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