
Académico passa no teste em Braga e fica a um ponto do "histórico" título
Entrada de ambas as equipas com determinação, tentando ocupar o espaço de ação de forma coordenada. O SC Braga foi a primeira equipa a dar sinais ofensivos, criando algum perigo junto da baliza de Matheus Sampaio, que substituiu Carlos Araújo, castigado com um jogo pela CA da FPF. Respondeu o Académico, com Krystian Cubas a dar o mote para a toada atacante. Numa das suas arrancadas, foi travado em falta e, na conversão, quase abriu o ativo.
Aos 11 minutos, Lucas Silva, na sequência de uma combinação em contra-ataque, rematou forte e colocado, mas o guarda-redes Matheus Santos, com uma excelente defesa, evitou que o Académico abrisse o marcador. Reagiu o SC Braga, jogando mais na profundidade e procurando Mauro Zalazar e Heriksson Lima, o que obrigou os viseenses a baixar as duas linhas. Depois de alguns minutos a defender, o Académico decidiu libertar-se da pressão e passou a atacar o último reduto bracarense.
Numa triangulação entre Diogo Maga, Guilherme Cardoso e Krystian Cubas, este rematou, mas a bola encaixou nos braços do guardião da equipa da casa.
À passagem da meia hora, o Académico tinha ascendente na partida e, aos 35 minutos, criou mais uma oportunidade de marcar. E foi Krystian Cubas que fez um grande golo, com um forte remate, depois de uma combinação entre Guilherme Cardoso e Lucas Silva. Um golaço de longe que não deu qualquer hipótese a Matheus Santos, que ainda se esticou, mas não conseguiu evitar o golo.
Na resposta, Heriksson Lima esteve muito perto de empatar, depois de um mau alívio de Francisco Machado. Rematou para a baliza, mas caprichosamente a bola desviou-se da linha de golo e saiu a rasar o poste.
No segundo tempo, o SC Braga surgiu com três novos jogadores no onze, que deram mais dinâmica à equipa, e durante dez minutos o Académico teve de sofrer para evitar o golo do empate. Reajustadas as posições, os viseenses voltaram a ter superioridade no jogo. No entanto, aos 61 minutos, Lucas Silva, numa decisão discutível do árbitro, viu o segundo cartão amarelo e, naturalmente, o vermelho. Com menos uma unidade, os academistas não se deixaram abater e foram à procura de aumentar a vantagem, demonstrando personalidade e boa condição psicológica da equipa comandada por João Pedro Duarte.
Aos 70 minutos, Juan Lopes tentou cabecear para o golo, mas o guarda-redes Matheus Santos fez falta e o árbitro não hesitou em assinalar grande penalidade. Kauã Oliveira foi chamado a converter o castigo máximo, mas permitiu a defesa de Matheus Santos, valendo o facto de Bruno Henrique ter feito a recarga com êxito.
A perder por dois golos, o Braga subiu no terreno, o que foi aproveitado pelo Académico para fazer transições rápidas e, por três vezes, falhou o terceiro golo. Entretanto, na baliza do Académico, Matheus Sampaio, com duas grandes defesas, segurou a vantagem. Kauã Oliveira e os restantes companheiros da defesa tornaram impossível ao Braga chegar ao golo.
No global, o Académico, apesar de ter jogado mais de 37 minutos com menos um jogador, ganhou com toda a justiça e tem, praticamente, o título na mão, pois basta que na próxima terça-feira pontue em casa frente ao Leixões, sendo irrelevante o resultado do Famalicão em casa do Benfica. Ainda assim, o jogo frente ao Leixões é, obviamente, para vencer.








