
Filme sobre Branquinho da Fonseca rodado no concelho de Mortágua
As filmagens contaram com a participação de pessoas da comunidade local. Um dos protagonistas do documentário é a famosa carrinha castanha que trazia os livros para entrega gratuita aos leitores. Os livros eram depois devolvidos na volta da carrinha.
Muitos mortaguenses lembram-se dessa carrinha, conduzida pelo Sr. Nélson, de Mortágua, que percorria as aldeias do concelho. Era com entusiasmo e ansiedade que crianças, jovens e adultos aguardavam a chegada dessa carrinha que vinha carregada de livros… e de sonhos.
O escritor mortaguense Branquinho da Fonseca (filho de Tomás da Fonseca) iniciou, organizou e dirigiu o Serviço das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1958 e 1974. As bibliotecas itinerantes tiveram um papel pioneiro e relevante no acesso ao livro e na promoção dos hábitos de leitura numa época em que a maioria da população, sobretudo nas regiões do interior do país, não tinha possibilidades de comprar livros.
Em sua homenagem, a Biblioteca Municipal de Mortágua adotou Branquinho da Fonseca para patrono deste equipamento cultural, ostentando o seu nome na fachada do edifício.
Das cenas do filme destacam-se recriações históricas filmadas em Mortágua, em locais como o Trilho das Quedas de Água das Paredes, o Espaço Museológico Raízes e Memórias na Marmeleira, Praça do Município, Mortágua Arena, Cabeço do Sr. do Mundo e nas localidades do Painçal e das Laceiras.
Realizado pelo seu neto, Luís Branquinho, com a participação da comunidade local na figuração, Mortágua é uma das grandes protagonista neste filme.









