
Planalto Beirão promove workshop sobre valorização dos resíduos urbanos
O auditório da Associação de Municipios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) acolheu, anteontem, um workshop dedicado à “Valorização de Resíduos Urbanos - por fluxos” (tipos diferenciados de resíduos). A convite da AMRPB estiveram presentes autarcas, técnicos dos municipios ligados às áreas do ambiente, da comunicação, entre outros participantes.
No período da manhã foram abordados dois painéis, o primeiro sobre a valorização orgânica dos resíduos urbanos, em que foram abordados os temas “Recolha seletiva porta-a-porta de biorresíduos”, por Sofia Figueiredo e Maria Rodrigues (Ecobeirão); “Valorização Orgânica dos biorresíduos", por Nuno Sousa (Ecobeirão), e “Estratégias de Comunicação “, por Luís Abrantes (AMRPB).
O segundo painel focou-se na valorização multimaterial dos resíduos urbanos, tendo sido abordados os temas “Desafio das metas 2030”, por João Letras (Sociedade Ponto Verde), “O Desafio da Gestão de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos em Portugal”, por Ricardo Furtado (Electrão), e o “Sistema de gestão de frota”, por Fábio Madeira (Ecobeirão).
No período da tarde decorreu o terceiro painel, dedicado à valorização energética dos resíduos urbanos. Neste painel foram abordados a “Produção de Combustíveis derivados de resíduos”, por Manuela Dias (Ecobeirão) e a “Valorização Energética da fração resto de RU”, por José Portela (AMRPB).
No final do workshop, realizou-se uma visita guiada ao Centro de Tratamento de Resíduos Urbanos da AMRPB, que permitiu perceber todo o circuito de triagem dos vários resíduos até à ETAR que trata os lixiviados. Inaugurado em 1999, o Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da AMRPB, situado em Borralhal, Tondela, é a unidade fulcral de todo o sistema. Aqui está situado o aterro sanitário, a unidade de tratamento mecânico e biológico e as linhas de triagem de resíduos de embalagens e de papel e cartão. Atualmente o centro de tratamento gere e trata cerca de 140.000 toneladas de resíduos/ano.
Iniciativa reforçou ligação entre autarquias e AMRPB
Esta iniciativa serviu para reforçar a ligação entre as autarquias e a AMRPB, e dar a conhecer as dinâmicas de valorização dos resíduos (multimaterial, orgânica e energética) no âmbito da atividade da AMRPB, promovendo a economia circular, um melhor ambiente e um futuro mais sustentável.
Atualmente, a AMRPB faz recolha e tratamento seletivo de praticamente todo o tipo de fluxos. Além dos fluxos convencionais (papel/cartão, plástico, vidro, metais), possui uma central de produção de combustíveis derivados de resíduos (CDR) que permite a valorização energética a partir da trituração e secagem da fração resto de tratamento de resíduos, e uma central de tratamento de biorresíduos através da compostagem e afinação de resíduos urbanos biodegradáveis.
Além da recolha de óleos alimentares usados (nos oleões), recentemente iniciou também a recolha porta-a-porta de biorresíduos alimentares, para clientes domésticos e não domésticos (restauração, hotelaria e similares). Desta recolha específica resulta a produção de um composto natural, denominado “planaltus”, que já possui rótulo e marca registada, e está em vias de ser certificado. Este composto pode ser usado como fertilizante natural nos campos, hortas, quintais.
A AMRPB vai assinalar 35 anos de existência em 2026, servindo atualmente 19 municipios e uma população total de mais de 300 mil habitantes. Além da ampliação do sistema de recolha seletiva, a AMRPB aposta na tecnologia, na inovação, nas modernas ferramentas digitais, com o objetivo de promover a eficiência, a eficácia, e um serviço adequado às necessidades atuais.









