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Bispo de Viseu desafia fiéis a incorporarem a Paixão de Cristo na vida quotidiana

António Luciano presidiu à Missa de Domingo de Ramos, que teve início no Adro da Sé, na presença de um grande número de fiéis

O bispo de Viseu, António Luciano, presidiu esta manhã à Missa de Domingo de Ramos, que teve início no Adro da Sé, na presença de um grande número de fiéis, acompanhados pelos seus ramos, que foram benzidos com água benta. Posteriormente à bênção, iniciou-se a procissão festiva até ao interior da Catedral, onde foi celebrada a Eucaristia, solenizada pelo Coro da Sé.

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Na celebração, António Luciano desafiou os fiéis a incorporarem a Paixão de Cristo na vida quotidiana, unindo os seus sofrimentos a Jesus, assumindo uma atitude de serviço e cuidado para com o próximo. “Cada gesto de amor, cada ato de perdão, de acolhimento e de serviço humilde aos irmãos torna presente a Paixão de Cristo no mundo de hoje. Cada vez que escolhemos fazer o bem, mesmo quando nos custa, estamos a percorrer com Ele o caminho da cruz que nos conduz à luz da ressurreição”, sublinhou.
Recordando o significado do Domingo de Ramos, António Luciano explicou que a Igreja recorda a entrada triunfal de Cristo, o Senhor, na cidade santa, para consumar o seu mistério pascal e o povo que o acolhia com gestos de festa e ramos, “o grande sinal do amor e da esperança de que Cristo está sempre connosco, como ‘Protagonista da Mudança’, apesar do sofrimento, das dores, das guerras e até da morte e abandono dos amigos.”

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O bispo referiu que, ao aproximar-nos do final da Quaresma, somos chamados a olhar para dentro de nós e que a liturgia deste dia nos convida a acompanhar Jesus no caminho da sua Paixão para vivermos a Páscoa da Ressurreição, deixando à assembleia as seguintes interpelações: “Como podemos atualizar a Paixão de Cristo na nossa vida e no mundo?” e “Como podemos unir os nossos sofrimentos aos d’Ele?”

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O momento solene, que marca o início da Semana Santa, ficou igualmente marcado por um apelo à paz, com uma oração pelo desarmamento entre os povos e pelo fim dos conflitos no mundo, que causam morte, destruição, fome e doenças. “Olhando para o cenário global do mundo de hoje, marcado por divisões, violência e sofrimento, guerras sangrentas e falta de diálogo e consenso entre os responsáveis dos povos, vemos com preocupação a vida das pessoas, que diariamente continuam da linha da frente dos combates. Como Igreja somos chamados a ser instrumentos de paz, de reconciliação, de serviço e de compaixão junto daqueles que sofrem tão horrendos males. Rezemos pelo fim da guerra e pela paz duradoura e desarmada nas nações que mais dela carecem”, apelou.

Março 29, 2026 . 13:30

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