
Há quem ignore limite de 40 km/h nas obras do IP3. GNR reforça fiscalização
Já se sabe: o IP3 está em obras e há troços, entre Viseu e Santa Comba Dão, onde a velocidade máxima está limitada a 40 quilómetros por hora.
Ainda assim, e apesar da sinalização reforçada e das alterações visíveis ao longo do percurso, há condutores que continuam a circular em excesso de velocidade e a ultrapassar em linha contínua amarela, ignorando as regras temporárias impostas pela intervenção.
O Diário de Viseu acompanhou uma ação de fiscalização da GNR, junto à saída para Adiça, para observar comportamentos de risco ao longo de um troço marcado por estreitamentos de via, desvios e circulação condicionada. Apesar das mudanças visíveis na estrada, há quem não adapte a condução às novas regras.
Durante a operação, os militares alertaram para a necessidade de maior prudência, sublinhando que a via se encontra temporariamente “reconfigurada”, com características diferentes das habituais, o que exige atenção redobrada por parte dos condutores.
A GNR lembra que, em contexto de obra, o risco de acidente aumenta significativamente, sobretudo quando não são cumpridas as regras básicas de segurança rodoviária.
Considerando o processo de requalificação desta via, o Destacamento de Trânsito da GNR de Viseu “redobrou o plano de fiscalização rodoviária e a organização do patrulhamento, a fim de controlar o seu volume e colaborar com a Infraestruturas de Portugal”, entidade responsável pela obra.
Entre as ações de prevenção e fiscalização, frisa a Guarda, está a mobilização de mais patrulhas, aplicação do sistema rodoviário de controlo de velocidade instantânea (cinemómetros-radares), além do apoio em interrupções de tráfego temporárias, garantindo “proteção para os movimentos de obra”.
Quanto aos riscos associados a uma via em obras, as autoridades sublinham que os condutores devem adequar a velocidade ao regime imposto, obedecer ao plano de sinalização e respeitar as indicações dos militares no terreno.
Trata-se de “uma via onde vigoram normas que disciplinam o trânsito em autoestrada, transitoriamente reconfigurada uma artéria de tráfego urbano, alimentada, em alguns trechos, por uma só via em cada sentido e marginada com a zona de obra”, lembra a GNR.
Este cenário implica a adoção de um comportamento disciplinado, atento e paciente por parte de quem circula no IP3.
O destacamento de trânsito alerta ainda que, devido às restrições, é expectável um aumento do volume de tráfego na EN2 e nas localidades vizinhas, o que poderá agravar a pressão rodoviária nessas zonas.
De acordo com a informação disponibilizada pela IP, os condicionamentos no IP3 deverão prolongar-se até ao final de agosto de 2027, podendo haver ajustes consoante a evolução dos trabalhos.







