
Projeto de compostagem comunitária divulgado porta a porta em Seia
O projeto arrancou com a instalação de três ilhas de compostagem comunitária que vão abranger quatro zonas da cidade (Urbanização Millenium, Urbanização das Camélias, Edifício Jardim e Loteamento da Cerca).
“Segue agora para uma fase de contacto direto com os residentes, esclarecimento de dúvidas e incentivo à adesão”, adianta a autarquia de Seia, no distrito da Guarda, em comunicado enviado à agência Lusa.
A campanha pretende sensibilizar a população para a importância da separação dos resíduos orgânicos, que representam uma parte significativa dos resíduos urbanos.
“Na região do Planalto Beirão, estes correspondem a cerca de 37% dos resíduos produzidos, enquanto no município de Seia representam 41,5% dos resíduos indiferenciados atualmente encaminhados para aterro”, é referido no documento.
Segundo a câmara senense, “em média, são produzidas por ano no concelho cerca de 3.000 toneladas de resíduos orgânicos, cuja deposição em aterro representa um custo significativo”.
O município lembra, por isso, que, através da compostagem, estes resíduos podem ser transformados num fertilizante natural, “rico em nutrientes, contribuindo para a redução da deposição em aterro, para a diminuição dos impactos ambientais e para a promoção da economia circular”.
“O modelo de compostagem comunitária adotado assenta na participação ativa dos cidadãos, que devem separar os resíduos orgânicos em casa e depositá-los nos compostores comunitários”, acrescenta a Câmara de Seia.
O composto resultante será utilizado na fertilização de espaços verdes públicos e poderá também ser disponibilizado à comunidade, promovendo uma utilização sustentável dos recursos e reduzindo a necessidade de fertilizantes artificiais.
“Com o projeto ‘Sei(a) Compostar’ o município procura promover a redução de resíduos e a promoção de boas práticas junto da população, contribuindo para um território mais resiliente e ambientalmente responsável”, conclui a autarquia serrana.








