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Património, cabidela e vinho numa rota pelos sabores e história de Lafões

Programa da 1.ª edição da Rota da Cabidela e dos Vinhos de Lafões inclui showcookings, provas de vinhos, visitas ao património e uma feira de produtores, num fim de semana pensado para promover a região e o Município de Oliveira de Frades

Tradição à mesa, vinhos da região e a riqueza natural de Lafões juntaram-se numa nova proposta turística do Município de Oliveira de Frades.

A primeira edição da Rota da Cabidela e dos Vinhos de Lafões não deixou ninguém indiferente até porque, convenhamos, reuniu alguns dos melhores “ingredientes” do território. Além da gastronomia e vinhos, este também foi um programa que contou com visitas ao património, entre o Dólmen de Antelas e o Centro Interpretativo da Linha do Vale do Vouga, provas de vinho e momentos de reflexão sobre o potencial turístico da região.

O evento, que arrancou hoje no Cineteatro Dr. Morgado, juntou produtores, confrarias, autarcas e comunidade num fim de semana pensado para mostrar o melhor do território. Como não poderia deixar de ser, a rota inclui, além de visitas a vários pontos de interesse, uma feira de produtores, provas de vinho, showcookings e uma mesa-redonda dedicada à gastronomia e ao turismo.

Na sessão de abertura, o presidente da Câmara de Oliveira de Frades deu as boas-vindas aos convidados e sublinhou a importância da colaboração entre entidades e produtores locais.

“Esta Rota da Cabidela é o recordar de uma receita ancestral dos nossos avós e porque não trazer o vinho de Lafões?”, questionou, adiantando que o concelho de “Oliveira de Frades tem apenas um produtor certificado, mas em Vouzela e em São Pedro Sul existem muitos produtores e é assim que nós podemos trabalhar em rede porque a marca Lafões é mais forte do que qualquer marca individual”, disse João Valério.

A nova rota, que liga dois elementos identitários da região, pretende oferecer uma proposta de fim semana para “prender” turistas.

“É um reafirmar da Capital do Frango do Campo, associando um produto ancestral que é a cabidela, e trazendo também os vinhos de Lafões, que ligam bem com este prato tão tradicional, mas permitem-nos também trabalhar em rede com os demais concelhos vizinhos”, reforçou ao Diário de Viseu, acrescentando que o objetivo é “prender o turista, não só pela gastronomia, mas também pelo nosso património que é tão vasto”.

E se o Festival do Frango do Campo já atravessava fronteiras, a Rota da Cabidela vem “complementar” o cartaz do município.

“Diria que ambos os eventos funcionam em complementaridade até porque este ocorre numa época mais baixa daquilo que é a época turística mais alta na nossa região e, portanto, a ideia é alavancarmos a restauração e a nossa hotelaria numa época baixa do turismo”, adiantou.

Quanto aos operadores do concelho, esses receberam o novo certame “muito bem”. “Sentimos muita abertura, quer dos produtores de vinho, quer das duas confrarias a quem agradeço a participação, e também da restauração”, até porque “são eles que fazem acontecer o turismo todos os dias em Oliveira de Frades”.

E, por essa razão, “vamos tendo bastantes visitantes, não somos exatamente um concelho conhecido por ter muito turismo, somos mais industriais, mas a verdade é que as pessoas têm vindo também descobrir Oliveira de Frades e os agentes económicos no terreno são fundamentais para conseguirmos projetar o concelho”, garantiu João Valério.

Amanhã, a Rota da Cabidela e dos Vinhos de Lafões prossegue com uma caminhada pela Rota do Gaia, showcookings, harmonização com vinho de Lafões, bem como provas e um momento cultural.

Março 14, 2026 . 18:30

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