
Trump diz que guerra durará até “rendição incondicional”
O Presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu hoje a “rendição incondicional” do Irão e afirmou que pretende envolver-se tanto na escolha dos futuros dirigentes do país como na sua reconstrução.
“Não haverá acordo com o Irão, apenas uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ÓTIMOS E ACEITÁVEIS, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca”, escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo a maiúsculas como habitualmente.
Na mensagem, não explicou, contudo, o que entende exatamente por “rendição incondicional”.
“MAKE IRAN GREAT AGAIN! (TORNAR O IRÃO GRANDE NOVAMENTE!)”, acrescentou, fazendo uma adaptação ao Irão do seu lema de campanha “Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente)”.
O Governo Trump tem insistido que o objetivo da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos no Irão não é derrubar o atual regime, e esta nova declaração parece contradizer várias outras recentes de Donald Trump.
O líder republicano norte-americano exige ter uma palavra a dizer na sucessão do guia supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, morto num bombardeamento logo no início da operação.
Mantém-se também vago quanto à duração da guerra, ora falando tanto de “quatro a cinco semanas”, como de uma ofensiva “avançada em relação ao calendário previsto”, ao mesmo tempo que garante que os Estados Unidos se manterão militarmente envolvidos durante o tempo que for necessário.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, motivado pela inflexibilidade do seu regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que afirmavam destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.








