
Isabel Silvestre, a voz de Manhouce que celebra hoje 85 anos
A eterna “cachopa” de Manhouce ou, para muitos, a professora da Benta, celebra hoje 85 anos. Isabel Silvestre, figura maior da música tradicional portuguesa, continua a ser a voz que melhor traduz a identidade e a memória coletiva da sua terra.
Natural de Manhouce, no concelho de São Pedro do Sul, nasceu a 4 de março de 1941 e construiu um percurso profundamente ligado ao canto polifónico da região de Lafões. Ao longo de várias décadas, tornou-se uma referência na preservação e divulgação do repertório tradicional, levando os cantares da sua aldeia a palcos nacionais e internacionais.

Em 1978, foi uma das fundadoras do Grupo de Cantares e Trajes de Manhouce, associação que tem desempenhado um papel central na recolha e apresentação das tradições musicais locais.
Nas redes sociais, as Vozes de Manhouce relembram a sua "matriarca" e "85 voltas ao sol cheias de histórias com voz firme, de conselhos que ficam a soar como sinos numa aldeia ao anoitecer, de mãos que ensinaram um povo a escrever".
Uma figura que, acrescenta o grupo, "é apaixonada pela sua família, pela sua aldeia, pelas suas tradições e pelas suas gentes", sendo "com este exemplo de mulher e de pessoa que queremos dia após dia enaltecer e dar a conhecer o seu legado".
Também o Município de São Pedro do Sul recordou "uma embaixadora incansável das tradições de Manhouce". "Com um amor profundo pela sua terra, pelas suas gentes e pelo país, Isabel Silvestre tem sabido transformar cada atuação numa celebração da cultura popular portuguesa. Na sua voz vive a memória de um povo, a autenticidade das raízes e o orgulho em manter viva a música tradicional", sublinha a autarquia.








