
China acusa Estados Unidos e Israel de "incitarem mudança de regime"
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning reiterou em conferência de imprensa que a ofensiva norte-americana e israelita “viola o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”.
As declarações surgem após conversações telefónicas mantidas na véspera pelo chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, com os seus homólogos do Irão, Omã e França.
Mao estruturou a posição chinesa em três eixos: cessar imediato das operações militares, regresso ao diálogo e oposição a ações unilaterais. A responsável sublinhou que Pequim apoia o Irão na defesa da sua soberania, tendo simultaneamente em conta as “legítimas preocupações” de segurança dos países do Golfo.
Sobre a questão nuclear, a porta-voz afirmou que a China respeita o “direito legítimo do Irão ao uso pacífico da energia nuclear” e defendeu que o tema deve regressar “à via da resolução política e diplomática”.
Questionada sobre a segurança energética e o trânsito no estreito de Ormuz, Mao apelou à necessidade de “salvaguardar a estabilidade e o fluxo fluido do fornecimento energético”, acrescentando que a China “adotará as medidas necessárias para proteger a sua própria segurança energética”.
A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, já tinha condenado no domingo a morte de Ali Khamenei durante a ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos.
Desde sábado, Israel bombardeia, em coordenação com Washington, diversas posições no Irão, alegando procurar destruir arsenais e capacidades de produção de mísseis balísticos e pôr fim ao regime dos aiatolas.








