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“Não será por mim que a legislatura será interrompida"

António José Seguro avisou que será um “Presidente exigente”, assegurando que não será por si que a legislatura será interrompida”

António José Seguro afirmou domingo que jamais será “um contrapoder” ou oposição, mas avisou que será um “Presidente exigente”, assegurando que não será por si que a legislatura será interrompida”.

No discurso de vitória, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, Seguro foi questionado sobre a duração da legislatura e respondeu: “não será por mim que ela será interrompida”.

“Prometi a lealdade e cooperação institucional com o Governo. Cumprirei a minha palavra. Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente com as soluções e com os resultados”, enfatizou.

António José Seguro afirmou que “terminado um ciclo eleitoral de três eleições e quatro idas às urnas em apenas nove meses, abre-se um novo ciclo de três anos sem eleições nacionais” e que agora “não há desculpas, Portugal tem uma oportunidade única para que os partidos, o parlamento e o Governo encontrem soluções duradouras para resolver os problemas na saúde, habitação e de desigualdade de género.

“Serei o impulsionador dessa mudança para uma cultura de compromisso focado em soluções e na melhoria da vida dos portugueses. Comigo não ficará tudo na mesma. Devemos isso aos portugueses”, garantiu.

O Presidente da República eleito disse que “estará vigilante, fará as perguntas difíceis e exigirá as respostas que o país precisa” e assegurou que consigo “os interesses ficam à porta” do Palácio de Belém porque vê a transparência e a ética como “inegociáveis”.

Seguro prometeu também que “não falará por tudo e por nada”, mas que, quando o fizer, “será para defender o interesse público, garantir a independência nacional e assegurar as condições do exercício da soberania” do país, porque “a palavra do Presidente terá peso e consequência”.

No seu discurso, o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa cumprimentou o atual Presidente da República e sublinhou o seu trabalho em prol de Portugal, tal “como todos os anteriores Presidentes, Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Mário Soares e António Ramalho Eanes".

“Cada um, no seu tempo e no seu estilo, serviu o nosso país com devoção e compromisso com o interesse nacional e com a democracia. Eu servirei Portugal com o mesmo compromisso, mas no meu próprio estilo”, assegurou.

Seguro reafirmou que é livre e que vive “sem amarras”.

“Reafirmo-o hoje, aqui, e assim agirei durante os cinco anos do meu mandato. A minha liberdade é a garantia da minha independência. E é em total liberdade que reafirmo a minha lealdade à Constituição da República”, prometeu.

Fevereiro 8, 2026 . 23:53

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