
Duas “ofertas” da defesa resultaram na primeira derrota do Académico na Liga Revelação
Académico e Benfica disputaram no Estádio Dr. Orlando Mendes, em Santa Comba Dão, a 3.ª Jornada da Liga Revelação-fase de apuramento de campeão, tendo a equipa visitante ganho por 1-2.
Entrada bastante ofensiva dos donos da casa que criaram as primeiras oportunidades de golo, sendo a mais flagrante aos três minutos, com Maga a ter tudo para fazer o golo, mas a demorar no remate final para introduzir a bola no fundo da baliza à guarda de Gonçalo Sobral. O Académico ganhou ascendente e conseguiu assenhorear-se do domínio em termos ofensivos. Até aos 10 minutos a equipa comandada por João Pedro Duarte foi dona e senhora do duelo e desperdiçou três ou quatro oportunidades de marcar.
Contudo, na sequência de um pontapé de canto, o Benfica beneficiou da apatia da defesa viseense para marcar, por Gustavo Ferreira. Os lisboetas ganharam confiança e passaram a delinear melhor as suas jogadas na zona do meio campo, onde gizava as suas jogadas de ataque, obrigando o Académico a ter uma atitude mais defensiva, o que se refletia na agressividade atacante que tinha demonstrado antes de sofrer o golo.
O Académico nunca deixou de tentar o seu futebol atacante, através de passes longos, como aconteceu aos 27 minutos, com Francisco Machado a servir Lucas Silva que ganhou em corrida ao seu marcador direto, isolando-se e obrigando Gonçalo Sobral a ter de fazer falta dentro da sua grande área. O árbitro não hesitou em apontar para a marcar de pontapé de grande penalidade. Foi o próprio Lucas Silva a converter o castigo máximo, apesar do guarda-redes ter adivinhado o lado para onde a bola foi rematada, ficando restabelecido o empate.
A segunda parte foi menos intensa, com um início de futebol mastigado, com os jogadores a não conseguirem ligar os setores. Aos poucos o jogo foi ficando mais aberto, mas a luta mantinha-se mais intensa na zona do meio campo.
Decorria o minuto 63 e Lucas Silva, só com o guarda-redes Gonçalo Sobral pela frente, rematou por cima da baliza, quando o que se pedia era o aproveitamento da primeira e grande oportunidade de marcar no segundo tempo. O jogo continuou pouco intenso com os jogadores a parecerem ‘presos’ nos movimentos, proporcionando futebol amarrado e nada atrativo, com adéfice de imaginação. Aos 79 minutos, uma ‘oferta’ da defensiva academista (mais uma) permitiu que Jair Monteiro, com um toque subtil batesse Carlos Araújo.
Reagiu o Académico, mas se até ao segundo golo os lisboetas mostraram a preocupação em conter a subida dos locais, acentuaram a sua toada defensiva, baixando as suas linhas e não mais permitindo que a turma de João Pedro Duarte pudesse chegar ao empate.
Venceu a eficácia, mais do que a estratégia benfiquista que, além disso, ainda contou com a menor imaginação atacante dos donos da casa.








