
Viseu vai ter mais estacionamento para levar as pessoas ao centro histórico
Vão ser três pisos destinados a estacionamento, dois deles com entrada direta a partir da rua e um terceiro servido por uma plataforma (elevador). Este edifício vai ser construído junto à estação do Funicular, na rua Silva Gaio, concretizado pela SEMOVEPARK, a empresa concessionária dos atuais e futuros lugares e parques de estacionamento do concelho.
O projeto será concretizado ao abrigo do contrato de concessão assinado entre a autarquia e a empresa, permitindo a criação de 70 lugares.
Garantindo que os trabalhos irão para o terreno antes do final deste mês, prevendo-se a sua conclusão dentro de um ano, o presidente da Câmara Municipal de Viseu adiantou aos jornalistas que se trata de um investimento de 2,45 milhões de euros.
“Este era um projeto que estava parado há anos e nós, de forma muito clara e com muito rigor, exigimos que esta construção avançasse com urgência”, afirmou João Azevedo, adiantando que “o projeto estava parado há anos” sendo urgente avançar com a sua construção para a criação de respostas a quem visita a cidade, muito em especial, o centro histórico.
João Azevedo fez questão de lembrar que se trata de “um projeto que estava parado há muito tempo e que ficou resolvido depois de o executivo ter reunido com a Semovepark, e exigido que avançasse rapidamente com a obra”.

Uma solução para a falta de estacionamento na cidade, mas que não resolve ainda o problema do Funicular. Admitindo que “o funicular é um problema”, João Azevedo considerou que “ainda não há um pensamento claro sobre este assunto”.
“Trata-se de um investimento que nasceu do Polis e que, se calhar, não teve a consequência que todos achavam que devia ter. Vamos ter que avaliar”, reforçou quando questionado pelos jornalistas.
Quanto ao novo projeto, este contempla a valorização da componente paisagística e ambiental com a criação de uma cobertura/zona ajardinada no topo do edifício que receberá a função de jardim contemplativo e de lazer, em plena zona antiga da cidade.
“Esta é uma obra muito importante, não só para a organização da mobilidade na cidade, mas também para aproximar as pessoas à sua zona histórica”, sublinha.
Complementarmente, e sendo este um local histórico e culturalmente privilegiado, o projeto propõe um pequeno espaço museológico, com vitrine expositiva.
Este pode ser utilizado para a exibição de vestígios e achados arqueológicos, inclusive aqueles descobertos em escavações anteriormente realizadas no local e devidamente recolhidos e catalogados.
A Cidade do Vinho está longe de ser uma utopia
E porque os problemas se resolvem com “diálogo e vontade”, o autarca avançou a realização de uma outra reunião, desta vez com o novo presidente da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão, Manuel Pinheiro, onde foi discutida o lançamento da Cidade do Vinho do Dão, na antiga sede da CVR.
Reconhecendo a vontade de parte a parte de avançar com este projeto, João Azevedo entende-o como um investimento “fundamental para a marca e para o território”, mas avisou que têm de ser resolvidas várias questões como por exemplo, a "relação direta com a construção das novas unidades de saúde familiares”, para as quais “ainda não está a solução encontrada por causa dos prazos do PRR”, dos sem abrigo que ocupam as instalações da antiga sede, o estacionamento e as acessibilidades.
“Está tudo muito entrelaçado. Há cinco temas para tratar, muito importantes para a cidade e para as pessoas”, concluiu o autarca.








