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Diretor executivo do SNS nega “caos” nas Urgências

Álvaro Almeida visitou esta tarde o Hospital de São Teotónio, onde contactou com os profissionais

O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, visitou o Hospital de São Teotónio, em Viseu, onde contactou com os profissionais que se encontram a trabalhar no Serviço de Urgência.
No final da visita, o responsável explicou aos jornalistas que o objetivo é “avaliar no terreno como é que as unidades do SNS estão a reagir à situação de epidemia de gripe que estamos a viver desde o início do mês”. “Aquilo que nós constatamos aqui, como constatamos noutras unidades, é que o SNS está sob pressão, mas, contrariamente ao que outros dizem, não há nenhum caos nos serviços de urgência”, referiu.
Álvaro Almeida admitiu que os serviços “estão pressionados, porque há um grande aumento da procura”, causado por uma epidemia de gripe, “que tem menos proteção das vacinas existentes e que tem causado maiores problemas, nomeadamente, uma maior taxa de internamento”. “Há uma grande pressão sobre o SNS para acomodar essas necessidades de internamento, porque o número de camas é limitado, mas estamos a conseguir responder”, assegurou.
“Esta semana que estamos a viver, entre o Natal e a Passagem de Ano, é tradicionalmente uma semana muito difícil do ponto de vista da resposta dos serviços de saúde, em todo o mundo, (...), porque coincide um período de férias de muitos profissionais com um período de atividade epidémica gripal, que sobrecarrega as unidades. Mas as unidades têm reagido. Os tempos de espera, apesar de elevados, por causa da afluência das pessoas, têm estado em linha com o que é melhor nesta época do ano”, referiu aos jornalistas.
“Já tivemos anos muito piores. Há dois anos foi bastante mais complicado em termos de tempos de espera. Tínhamos tempos de espera que eram praticamente o dobro dos que temos hoje”, explicou.

Problemas de espaço físico
Na opinião do diretor executivo do SNS, o problema principal é a falta de camas disponíveis. “As nossas urgências não estão preparadas para este tipo de picos. Estão preparadas para responder à procura normal e têm alguma margem de acomodação de picos de procura, mas quando os picos são muito intensos, como tem sido neste período e como é habitualmente neste período, gera dificuldades de camas e, portanto, dificuldades de espaço. Essas dificuldades de espaço não se resolvem com planeamento. Resolvem-se com construções. Mas construir hospitais demora anos”, afirmou Álvaro Almeida.
“Os planos de contingência servem precisamente para isso, para ver como é que as unidades vão reagir e se vão reorganizar de maneira a ter capacidade de resposta”, acrescentou.
Questionado sobre a falta de recursos humanos, defendeu que este ano houve menos urgências encerradas. “Cerca de 40% menos. Porque se conseguiu mobilizar os profissionais para assegurar o funcionamento das urgências”, destacou.
Álvaro Almeida admitiu ainda que o Hospital Fernando Fonseca “é um problema que nos mantém acordados muito tempo (…), mas não pode ser confundido com a situação geral do SNS”. “Uma coisa são os problemas do Hospital Fernando Fonseca, que são sérios, com tempos de resposta exagerados. Outra coisa é a norma do SNS e se for ver as médias estão um pouco elevadas em alguns casos ligeiramente acima do recomendado, mas não é totalmente desproporcionado”, referiu.

Dezembro 30, 2025 . 17:58

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