
Há 60 sem-abrigo em Viseu. Desemprego é a principal causa
Cerca de 60 pessoas encontram-se em situação de sem-abrigo no concelho de Viseu, segundo um diagnóstico realizado pelo serviço de Ação Social da autarquia, que identifica o edifício da Federação dos Vinicultores do Dão como o principal foco de preocupação.
Os dados foram avançados na reunião de câmara de hoje, em resposta a uma questão colocada pelo vereador do Chega, Bernardo Pessanha, que pediu um ponto de situação sobre a realidade no concelho e questionou também o plano de ação em curso.
“Neste momento, estão identificadas 60 pessoas, maioritariamente portugueses, em situação sem teto. O principal foco é nas antigas instalações da União das Adegas Cooperativas da Região do Dão (UDACA) e depois há vários espalhados pela cidade que já estão devidamente identificados”, disse a vereadora do município com o pelouro da Ação Social, Marta Rodrigues, aos jornalistas.
Considerando a importância de “uma intervenção integrada e digna”, a autarquia está agora a preparar um plano que inclui três áreas de atuação. “Inicialmente, vamos implementar o plano de emergência, com acolhimento em temporárias casas para que possam ter cama, comida e roupa lavada. Essa situação está a ser devidamente estudada também com parceiros locais para a questão da disponibilização de espaços”, adiantou.
A 2.º fase do plano, acrescentou a vereadora, “tem a ver com a dotação de competências, sobretudo para a empregabilidade porque a maior parte destas pessoas está em situação de sem-abrigo por causa da questão laboral”.
Na 3.º e última etapa, o objetivo é “encontrar uma habitação permanente para todos eles”, uma resposta que “passará por uma candidatura ao (programa) Portugal de Inovação, com um parceiro, porque o município não pode ser promotor desta candidatura, mas entra no papel de investidor social”.
Neste momento, o concelho não tem uma estrutura de acolhimento para este tipo de situação, mas “estas pessoas estão em sítios que lhes permite ter as condições para estarem abrigadas das intempéries”, afirmou.








