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Crianças da região vão “Comer bem, sorrir melhor”

Cerca de 2.500 crianças vão ser acompanhadas durante três anos através de um projeto na área da nutrição e saúde oral

Cerca de 2.500 crianças do ensino pré-escolar e do 1.º Ciclo do ensino básico, em situação de vulnerabilidade, de mais de 200 escolas dos 14 municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, vão ser acompanhados ao longo dos próximos três anos através do projeto ‘Comer bem, Sorrir melhor’, que assim entra numa segunda fase, depois do sucesso alcançado na primeira fase.

Com o objetivo de combater a baixa literacia em saúde oral e nutrição, focando-se na prevenção de cáries e no equilíbrio da dieta diária, a primeira fase envolveu cerca de cinco mil crianças do 1.º Ciclo do ensino básico e permitiu reduzir em metade das crianças identificadas como obesas o seu Índice de Massa Corporal e reduzir em 70% das crianças identificadas com um risco moderado de cárie (ainda sem cárie, mas com grande probabilidade de vir a ter) esse risco para ‘baixo’, como explicou aos jornalistas Mariana Fernandes, um dos elementos da coordenação-geral do projeto, que também apresentou a segunda fase do projeto.

A partir da próxima semana e com início em dois agrupamentos de escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) em Santa Cruz da Trapa, no concelho de São Pedro do Sul, e em Mundão, no concelho de Viseu, o projeto irá desenvolver-se em três áreas, nomeadamente, a área de literacia, a área de ensinamento e a área de nutrição.

“Nesta candidatura, decidimos focarmos o trabalho em crianças do ensino pré-escolar e 1.º Ciclo, em situação de vulnerabilidade, nomeadamente os migrantes, com escalão A, escalão B e com situações educativas específicas. Isto porque está cientificamente comprovado que este público-alvo é um público que necessita de mais atenção”, explicou a responsável, referindo ainda que, desta vez, as cerca de 2.500 crianças previstas serão vistas mais vezes, isto é, de seis em seis meses, durante três anos, no sentido de acompanhar melhor a progressão.

Enquanto que na área de literacia, as atividades destinam-se a todas as crianças, que são mais de 12 mil, as intervenções mais direcionadas para avaliação de risco, tanto a nível nutricional como a nível de medicina dentária, serão as crianças do público-alvo. Haverá também palestras para professores e encarregados de educação.

Nuno Martinho, secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, defendeu, no final da apresentação do projeto e em declarações aos jornalistas, que este tipo de programas “não podem ser episódicos e têm de continuar a desenvolver-se”. Por essa razão, “a CIM desafiou a Ordem dos Médicos Dentistas e a Universidade Católica, através do Curso de Medicina Dentária do Centro Regional de Viseu, a lançar a segunda edição do projeto. A candidatura foi feita pela Universidade Católica e a CIM é investidor social do projeto”, referiu, explicando que as ‘dimensões’ e o público-alvo são diferentes. “Da primeira vez foi muito focado no 1.º Ciclo do Ensino Básico, com cinco mil alunos, agora iremos intervir no pré-escolar e do 1.º Ciclo, dando mais ênfase à literacia, enquanto que o rastreio é para públicos mais específicos”, adiantou.

O investimento é de cerca de 400 mil euros, com a contrapartida nacional de 90 mil euros a ser financiada pela CIM.

Novembro 25, 2025 . 15:46

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