
Académico vence em Felgueiras e soma o quarto triunfo seguido na IILiga
O FC Felgueira e o Académico de Viseu disputaram a partida correspondente à 11.ª jornada, e a vitória foi para os viseenses que ao intervalo já venciam por dois golos. Foi a primeira derrota caseira dos felgueirenses e a quarta vitória dos visitantes para a II Liga.
O Académico entrou melhor na partida, conseguindo mesmo manter o adversário dentro do seu próprio meio campo e, mesmo assim, a não evitar as aproximações perigosas dos viseenses até à baliza de Filipe. No entanto, com maior ou menor dificuldade, o Felgueiras foi conseguindo evitar o golo. Aos sete minutos um livre perigoso contra a equipa da casa causou grande ‘aflição’ no último reduto felgueirense.
A equipa comandada por Sérgio Fonseca continuava a pressionar o seu adversário e aos nove minutos André Clóvis só não abriu o ativo aos nove minutos, porque a bola saiu a rasar o poste mais longe do guardião Filipe. Aos 11 minutos de novo o Académico a cheirar o golo, também por intermédio do n.º 33.
Decorria o minuto 12 e André Clóvis foi o seu marcador, num lance em que Gu Costa centrou, tendo a bola chegado a Karhaman e este servido a ‘dupla’ João Guilherme e André Clovis que dividiram o remate que levou a bola ao fundo da baliza. A Federação atribuiu o golo ao Clóvis que, refira-se, só foi confirmado depois de muito tempo a ser avaliado pelo VAR, tendo a diferença ficado em apenas a um centímetro, mas que foi suficiente para valer.
O Felgueiras reagiu forte, obrigando o Académico a defender com toda a determinação e aos 24 minutos, Lucas Duarte a centro de Matiz, cabeceou e a bola saiu a centímetros do poste da baliza de Domen Gril. Afonso Silva, no lado esquerdo, e Matiz no lado direito iam servindo os seus companheiros com muito perigo, mas os viseenses conseguiram evitar o empate.
E a tranquilidade do Académico só surgiu aos 33 minutos, altura em que Messeguem serve João Guilherme e este se isolou e ia para o golo, acabou estatelado no relvado e o árbitro entendeu que Pedro Rosas fez falta para cartão vermelho (ficaram dúvdas), ficando o Académico em superioridade. Curiosamente, os viseenses pareceram confusos durante alguns minutos, quando se esperava que pressionassem à procura do segundo golo.
Depois de ter estabilizado, o Académico voltou a ser superior e já em tempo de descontos, Karhaman, elemento que continuava a ser um ‘motor’ no meio campo, foi servido por Gu Costa e depois de ter tirado da frente dois adversários, serviu Álvaro Zamora que recebeu e não perdou, fazendo o 0-2.
No reatamento o Felgueiras surgiu ofensivo à procura de reduzir a desvantagem, com o Académico na expectativa de poder surpreender nas transições rápidas e aumentar a vantagem. Os viseenses estavam mais condicionados em sair a jogar, porque no meio campo estavam mais homens da casa.
Mas foi partir da lateral com Karharam a servir André Clóvis que este ultrapassou em corrida o seu marcador direto, tendo esperado que Filipe saísse da baliza e depois não perdoou, estavam decorridos 57 minutos. Estava feito o bis do ponta de lança academista e as coisas ficaram mais facilitadas para a turma comandada por Sérgio Fonseca que passou a deter o domínio no jogo.
A partida foi decorrendo e era evidentemente que a equipa viseense se mostrava mais tranquila dentro do campo. O treinador academista fez as substituições que se impunham, tirando o amarelado Luís Silva e o desgastado Karhaman, para entrarem Tomás Silva e Samba Koné, refrescando o meio campo. Simão Silva que já tinha rematado à barra da baliza de Filipe, aos 74 minutos teve tudo para marcar, mas permitiu que o guarda-redes fizesse a mancha e evitasse mais um golo para os visitantes.
Qualquer uma das equipas só esperava que o tempo passasse, embora coubesse ao Académico as oportunidades de aumentar a vantagem. Para os minutos finais Sérgio Fonseca opta por completar as substituições com as entradas de Gohi e de Benjamin.
É de realçar que, apesar de todas as dificuldades, o Felgueiras não atirou a toalha ao chão e manteve a esperança de, no mínimo, marcar o golo de honra que acabou por surgir no último lance do desafio, através de um livre, convertido por Mário Rivas.








