
Lãnd Wool Innovation Week realiza-se em maio e julho em Manteigas
“A lã não é desperdício e recuperá‑la é um gesto de reconexão com o território, com o trabalho manual e com o futuro sustentável que exige responsabilidade material. Queremos evidenciar este património material e imaterial comum num encontro com vivências divergentes”, destacou.
Promovido pelo Município de Manteigas e pela Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha (ADIRAM), o Lãnd Wool Innovation Week vai ter lugar entre sexta-feira e domingo (22 e 24 de maio) e de 10 a 12 de julho, no concelho de Manteigas, distrito da Guarda, onde se vai procurar ‘tecer’ o futuro da lã.
“Ao pôr em contacto realidades distintas, distantes no tempo e na paisagem, o Lãnd procura recriar uma fricção fértil, um lugar de contacto e vibração de onde nasce resistência, textura e valor. Um lugar de pensamento e reflexão”, acrescentou a organização.
Dedicado ao tema “Fricção”, o evento propõe exposições, residências criativas e comunitárias, oficinas, conversas temáticas, concertos e experiências gastronómicas, colocando a lã no centro do debate contemporâneo sobre sustentabilidade, território e património.
A Casa do Lãnd volta a acolher uma exposição de peças feitas em lã, entre sexta-feira e 12 de julho.
“Focamo-nos na área de design de interiores mostrando como criativos de diferentes áreas e contextos usam a lã como matéria-prima, alimentando a sua indústria e manufatura e mostrando o seu potencial”, informou.
Entre os artistas e as entidades presentes destacam-se o ilustrador e artista plástico Francisco Couto, a Fabricaal, Ana Paula de Almeida e a Burel Factory.
“Carlos Noronha Feio, artista, comunica manifestos na técnica de tapetes de Arraiolos. Tudo isto acontece porque existe, contacto entre diferentes ideias, gerações, contextos, ideologias e formas de fazer. Tudo isto é fricção, fricção criativa e produtiva!”, sustentou.
No que toca as residências, a organização indicou que estas se desenvolvem em parceria com as duas fábricas do concelho, a Ecolã e a Burel Factory.
“Os residentes terão a possibilidade de imergir no potencial de cada fábrica trabalhando com os mestres na cultura e no conhecimento do território de Manteigas”, referiu.
Os resultados das residências artísticas serão apresentados em julho, aquando do segundo fim de semana de programação do Lãnd.
No arranque do evento, na sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Manteigas, Flávio Massano, irá receber os residentes numa conversa informal, seguindo-se visitas guiadas às duas fábricas e um workshop de classificação de fibras de lã orientado pela associação Ovibeira.
Já em relação às Talks do Lãnd, a primeira terá lugar na sexta-feira, com Henrique Ralheta (Loulé Design Lab) e Tiago Quaresma (O Valor do Tempo), estando agendada a segunda para o dia seguinte, desta feita com Carlos Coelho (Ivity) e Jorge Cristino (Get2C).
Para julho está previsto o olhar singular da artista Joana Bastos, a dupla dinâmica do New Hand Lab – Francisco Afonso e Ana Paula de Almeida – para além do lançamento do livro “Uma nova economia para a aldeia do séc. XXI”, de Jaime Izquierdo e Ana Mendonça.
Para além de várias oficinas, concertos e momentos gastronómicos, terá também lugar um piquenique na fábrica do rio, no domingo.
O Lãnd Wool Innovation Week integra o Plano de Ação da Estratégia de Eficiência Coletiva Provere [Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos] Aldeias de Montanha 2030 e é cofinanciado pelo programa Centro 2030.








