
“Queremos preparar o concelho de Tondela para os novos desafios”
Será “ao tom delas”, palavras do presidente da assembleia municipal cessante, Felisberto Figueiredo, que o concelho de Tondela fará o seu caminho nestes próximos quatro anos.
Um novo mandato em mãos para Carla Antunes Borges, o primeiro em que foi eleita pela população para o comando da câmara municipal, e para Cristiana Ferreira, a nova presidente da assembleia municipal. Agora, os objetivos passam por “cumprir em conjunto aqueles que são os nossos desígnios maiores”.
A cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos - câmara, assembleia municipal e juntas de freguesia - decorreu ontem no Auditório Municipal de Tondela.
“Da nossa parte, enquanto elementos eleitos no exercício da função, enquanto responsabilidades no executivo municipal, daremos cumprimento àquilo que foi o nosso compromisso, um compromisso com todos, um compromisso que trouxemos para Tondela e quisemos dar a conhecer durante a campanha eleitoral”, começou por dizer a presidente, adiantando que “este é um compromisso com os tondelenses, mas também com aqueles que escolheram Tondela para viver e escolheram Tondela para trabalhar”.
A intervenção de Carla Antunes Borges falou também de futuro, um caminho que exige “continuidade, mas onde queremos que tenha inovação”. “É tempo para prosseguir com projetos já iniciados, mas queremos dar corpo a novos desafios, desenhados a pensar em todos e a construir com todos”, frisou a autarca.

E porque o objetivo é “Continuar a Fazer Tondela Crescer”, mote da campanha eleitoral do PSD, a presidente empossada refere agora que atrair empresas, garantir melhores condições de vida e valorizar os produtos endógenos do concelho são algumas das prioridades.
Além disso, acrescenta, é preciso “crescer melhorando a qualidade de vida da nossa população, investir em saúde, educação, habitação, desporto e lazer”, mas também “crescer na valorização do nosso território e do nosso ambiente”.
Para isso, aponta Carla Antunes Borges, é necessário requalificar espaços urbanos e apostar na floresta e no turismo, bem como “apoiar as famílias, os jovens e os idosos, garantindo igualdade de oportunidades”.
No seu discurso, a autarca declarou ainda a importância de dar projeção ao concelho através da modernização de infraestruturas e da aposta na inovação, um trajeto que agora continua “para preparar Tondela para os novos desafios”.
Em plena cerimónia de tomada de posse, “reafirmamos o nosso compromisso com Tondela e com os tondelenses, o compromisso de que continuaremos a trabalhar afincadamente e com sentido de missão”, assinalou. Por isso, “continuaremos também a trabalhar na persecução destes nossos objetivos, dos que foram e serão os mesmos desde o primeiro dia”.
“É tempo para prosseguir com projetos já iniciados, mas queremos dar corpo a novos desafios, desenhados a pensar em todos”
Os partidos em assembleia municipal
A cerimónia contou ainda com as intervenções dos grupos municipais. O Chega, o primeiro a intervir, elegeu dois mandatos e quer agora um concelho “com transparência financeira e contas públicas claras, onde cada euro investido seja conhecido e justificado”, disse Alexandre Mesquita, representante do grupo municipal do Chega, acrescentando que “pretendemos aproximar a assembleia municipal da população, promovendo uma participação ativa e informada, com sessões mais acessíveis, comunicação aberta e escuta permanente”.
Da parte do PS, com nove mandatos eleitos, a prioridade é procurar “um município mais desenvolvido, mais solidário, em que seja mais fácil viver e que, além disso, seja atrativo para aquilo que são os fatores que o permitem ser no futuro”, frisou o representante do partido em assembleia municipal, Rui Santos.
Considerando a importância de fixar população no concelho, o socialista apontou que “a capacidade atração de novos investimentos em diversas áreas e, por outro lado, a aposta naquilo que é a sustentabilidade ecológica e ambiental, podem ser fatores de competitividade muito importantes”.
Já a representante do PSD, partido que arrecadou 12 mandatos, traçou uma meta: “reforçar a democracia, com ideias, projetos e com intervenção digna nesta casa”. “Queremos reforçar a participação, manter a descentralização de algumas sessões da assembleia, aproximando o poder político da população”, referiu Vera Machado, adiantando a necessidade de ouvir os jovens do concelho para se traçar “o nosso futuro coletivo”







