
Operação da GNR de Viseu acaba com rede criminosa de falsos peditórios (com vídeo)
Uma pessoa coletiva e seis homens, com idades entre os 41 e 66 anos, foram constituídos arguidos pelos crimes de burla, branqueamento de capitais e associação criminosa, no âmbito de uma operação liderada pela GNR de Viseu.
A rede criminosa fazia peditórios em todo o território nacional, alegando ser para a compra de ambulâncias ou para apoiar corporações de bombeiros, num esquema que terá rendido milhões de euros.
A operação denominada “The Scheme II”, realizada pelo Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Viseu, resultou de uma investigação da Guarda que decorria desde 2020.
Nesta 2.ª fase do inquérito, foram realizadas na terça-feira 16 buscas, dez domiciliárias e seis em empresas, nas localidades de Lisboa, Moita, Montijo, Setúbal, Sintra, Cacém, Porto, Magoito, Leiria, Pombal e Braga. Durante a operação, foram apreendidos dois telemóveis, um computador, dezenas de artigos de vestuário e bens associados a instituições/entidades de solidariedade, documentação e diversos cartões de identificação em nome de associações.

Aos jornalistas, o comandante em suplência do Destacamento Territorial de Viseu da GNR, tenente João Gomes, adiantou que “os suspeitos trabalhavam nas estradas e em locais de grande afluência, atuavam em rede, de forma altamente móvel, e acabavam por usar certos fardamentos e material que fazia com que as pessoas os associassem a entidades de solidariedade”.
No terreno, adianta, também vendiam rifas para concursos publicitários que não seguiam os prazos “normais”. “Faziam estes peditórios ao abrigo desses boletins, esses sim que estavam autorizados e aproveitavam-se exatamente dessa autorização. Esse concurso existia, contudo não seguia os trâmites normais”, avançou, acrescentando que “os suspeitos aproveitavam-se dos bilhetes e do concurso publicitário para angariarem dinheiro de outras formas”.
João Gomes disse ainda que “as perícias financeiras também vão ser realizadas e, após isso, conseguimos ter uma perceção do valor e das transações que existiam”, estimando-se que os lucros sejam de milhões de euros.
Entre as diligências levadas a cabo esta terça-feira e em abril, realizaram-se 23 buscas domiciliárias e 13 buscas não domiciliárias, tendo sido constituídos arguidos 14 homens e três pessoas coletivas.
A operação envolveu 67 militares, contando com o apoio dos Comandos Territoriais de Braga, Leiria e Lisboa e da direção de Investigação Criminal, além do reforço de elementos da Polícia de Segurança Publica e da Polícia Judiciária.







