
“Hoje, no IPV, inicia-se um novo ciclo desta fantástica instituição”
Apresentou-o como uma referência regional, nacional e internacional e segue agora para o segundo mandato ao comando do Instituto Politécnico de Viseu (IPV). José Costa tomou ontem posse como presidente da instituição, com a promessa de “assumir um papel central na igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior e na promoção do desenvolvimento e da coesão regional”. Mas, diante do ministro da Presidência, também deixou um alerta: “num contexto mais competitivo entre regiões, a bicefalia entre Lisboa e Porto faz-se sentir no número de estudantes que frequentam o ensino superior” e, por isso, é preciso enfrentar o “desafio titânico” de evitar o despovoamento do interior.
A cerimónia de tomada de posse, que decorreu na Aula Magna do Politécnico de Viseu, foi presidida pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e contou com a presença do presidente do Conselho Geral do IPV, Arlindo Cunha, dos vice-presidentes da instituição, autarcas e comunidade académica em geral.
“Na continuidade do que temos concretizado para o IPV, todos seremos essenciais para prosseguir a trajetória de investimento nas infraestruturas pedagógicas, científicas e tecnológicas, na investigação e na ciência”, começou por dizer José Costa, relembrando que “durante os quatro anos de mandato, fruto de muito empenho e vontade de valorizar a nossa instituição, as nossas gentes e as nossas terras, procurámos oportunidades de desenvolvimento”.
Segundo o presidente do IPV, “só desta forma seremos mais diferenciados, atrativos e com maior notoriedade”, onde o capital social, a robustez institucional e a sustentabilidade financeira são chave.
E porque uma cerimónia de tomada assim o “exige”, prestou-se também “contas” das obras e requalificações em andamento. “Iremos disponibilizar 470 camas nas residências do campus politécnico, em Viseu, 46 na residência do Município de Lamego, 52 na autarquia de Viseu e 15 na autarquia de Moimenta da Beira”, enumerou o presidente empossado, sem esquecer que as edificações contíguas da sala de estudo 24 horas e sala de reuniões, complemento das residências do campus, já estão concluídas.
Na Escola Superior Agrária, as obras seguem a bom ritmo e serão “uma realidade ainda este ano letivo”, assim como o Pavilhão de Engenharia Mecânica. Já na Escola Superior de Educação, aguarda-se pela aprovação da candidatura feita à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, “fundamental para a vida dos 1.500 estudantes, professores e colaboradores não docentes”.
“Temos ainda em curso o procedimento concursal para o Polo 2 da ESTGL, suportado em fundos europeus e uma grande participação da Câmara de Lamego, a mais significativa”, acrescentou.
Na sua intervenção, José Costa adiantou ainda que o Centro de Tecnologia e Inovação, liderado pelo Star Institute, está em fase de conclusão e será brevemente inaugurado. Será casa de quatro unidades de investigação do IPV e “o seu foco é promover a inovação na indústria automóvel e adjacentes através da digitalização, eletrificação, otimização da circularidade e da descarbonização de produtos e processos”, adiantou.
Apesar dos vários investimentos, refere o presidente do IPV, “temos outras necessidades, sem as quais não conseguiremos ganhar desafios importantes e acrescentar latitude e longitude à nossa dimensão, sobretudo nas áreas de saúde, tecnologia e investigação”, alertou.
É o caso da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu que “precisa urgentemente de novas instalações laboratoriais, salas de aulas e requalificação de espaços, de forma a melhorar as condições da academia, além de potenciar a reciprocidade com o mundo empresarial”.
O cenário repete-se na Escola Superior de Saúde, que recebe a nova licenciatura em Fisioterapia no próximo ano letivo e precisa também de novos espaços formativos. “Os laboratórios de investigação com qualidade de equipamento científico são urgentes”, afirmou.
Hoje, esta “é uma instituição de esperança”, onde “as vitórias das pessoas, dos municípios, das empresas e das instituições serão as vitórias do IPV”.







