Última Hora
Inova26 Bannertopo Ate 3105
Pub

Regresso às aulas é sinónimo de mochilas pesadas...e carteiras mais leves

A partir de hoje, e até junho do próximo ano, milhares de alunos voltam a encher as escolas. Setembro traz a habitual correria do regresso às aulas, num momento de entusiasmo e de algumas ‘dores de cabeça’ para famílias e professores

Setembro em Portugal tem cheiro a novos começos. As praias esvaziam-se e milhares de alunos voltam a encher mochilas, salas de aula e corredores escolares. O ano letivo 2025/2026 arranca oficialmente entre hoje e segunda-feira, e só terminará em junho do próximo ano. O calendário é conhecido, mas o entusiasmo, a ansiedade e até os protestos dos mais novos são sempre novidade.

O peso das mochilas
Há tradições que ninguém deseja manter, mas que insistem em repetir-se: o peso das mochilas. Ano após ano, pais, professores e especialistas alertam para o excesso de manuais e cadernos que transformam mochilas em autênticas malas de viagem.

A campanha “Olhe pelas Suas Costas”, dedicada à prevenção de problemas na coluna, volta a lançar o alerta. Rui Duarte, ortopedista e coordenador da iniciativa, sublinha que a mochila deve ser leve quando vazia, ter alças largas e acolchoadas, e nunca ultrapassar 10% a 15% do peso corporal da criança. Parece simples, mas na prática nem sempre é assim.

Outro detalhe importante: os livros mais pesados devem estar encostados às costas, e a mochila deve ser transportada com as duas alças, bem ajustadas. E claro, quanto menos “tralha extra”, melhor. A saúde da coluna agradece - agora e no futuro.

Os sinais de alerta para os pais são claros: queixas de dores nas costas ou nos ombros, marcas vermelhas das alças, dificuldades em colocar ou retirar a mochila, ou até cansaço inexplicável. Se a criança começa a evitar levar a mochila, talvez não seja preguiça, mas sim um aviso do corpo.

Despesas que pesam no bolso
Mas não é só nas costas que o regresso às aulas se faz sentir. Também a carteira das famílias sofre com a lista de compras: livros, cadernos, lápis, canetas, mochilas, estojos, marcadores… e a lista continua até parecer infinita.

De acordo com a plataforma KuantoKusta, os preços do material escolar subiram cerca de 14% entre 2022 e 2023. Em 2024 a escalada abrandou, mas os valores mantêm-se elevados e a pressão sobre os orçamentos familiares é real. Comprar com atenção e planear bem pode fazer toda a diferença.

Para ajudar neste desafio, a Direção-Geral do Consumidor lançou uma campanha informativa nas redes sociais, com cinco “lições práticas” para pais e encarregados de educação. Os temas vão desde o planeamento das compras até às garantias, passando pelos direitos de arrependimento em compras online. Tudo para que este regresso às aulas seja mais consciente e menos doloroso para o bolso.

Muito mais do que um regresso
O regresso às aulas é sempre um marco — e não apenas para os alunos. É um momento de rotina retomada para famílias inteiras, de novas metas para professores e de reencontros entre colegas. Para alguns, é o início de uma nova etapa escolar; para outros, apenas a continuação de um caminho que já conhecem bem.

Entre a expectativa, os protestos sonolentos do primeiro dia e a correria de preparar mochilas e lanches, uma coisa é certa: a escola volta a ser o palco principal da vida de milhares de crianças e jovens. E, apesar dos desafios — sejam eles o peso das mochilas ou os preços do material escolar —, este regresso é também sinónimo de novas oportunidades, amizades reforçadas e histórias para contar até junho de 2026.

Setembro 11, 2025 . 10:15

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right