
Ecocentro em Mangualde abre com plataforma para dar vida ao que ainda serve
Já é lema do Planalto Beirão que “o fim é apenas o começo” e, em Mangualde, o ecocentro municipal abriu portas com uma nova proposta de “começo”. Agora é possível entregar artigos na infraestrutura que, após uma avaliação, podem seguir para uma nova casa a custo zero. Uma forma de reutilização de objetos que agora ganha vida na plataforma digital re-use.pt, uma loja online com artigos gratuitos, onde tudo o que é disponibilizado pode ser reservado e levantando no ecocentro. Tudo para dar uma oportunidade “à comunidade de reutilizar bens que estejam ainda em condições de ser utilizados”.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, do presidente da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB), Leonel Gouveia, do presidente da Câmara de Mangualde, Marco Almeida, além do secretário executivo da AMRPB, José Portelo, autarcas e comunidade em geral.
Além do vidro, papel, plásticos, metais, pilhais e lâmpadas, o ecocentro de Mangualde está pronto para recebe eletrodomésticos, verdes, entulhos, madeiras e monstros. “Este novo equipamento é muito mais do que uma estrutura física. É, na verdade, um símbolo de uma nova mentalidade e de um novo olhar sobre o ambiente e os recursos que utilizamos”, começou por dizer o presidente do município, acrescentando que “ao abrirmos a porta deste ecocentro estamos a dar mais um passo firme por Mangualde mais sustentável, mais consciente e mais solidário.

O objetivo é sempre “promover a separação e a valorização dos resíduos através de uma recolha seletiva e eficiente, mas também responsável ao investir na educação ambiental, sensibilizando todas as gerações para a importância de preservar o planeta de forma inovadora, criando uma vertente de trocas onde eletrodomésticos, mobiliário ou outros bens em bom estado podem ganhar uma nova vida, sendo reutilizados por outras pessoas de forma totalmente gratuita”, reforçou o autarca.
Também o presidente da AMRPB, Leonel Gouveia, destacou a importância de “uma estrutura há muito reivindicada pelo município”, onde a meta é “o tratamento seletivo de resíduos urbanos rumo a uma economia mais atenta e, por isso, mais circular”. “O sucesso do re-use deverá ser alargado a todos os ecocentros do Planalto Verão, em função de futuros investimentos de requalificação dos mesmos”, sublinhou, garantindo que no novo equipamento “os resíduos produzidos terão um tratamento e encaminhamento adequados”.
Já o presidente da APA recordou que Mangualde era o único município da AMRPB que não tinha ecocentro. “Esta inauguração é reforçar o compromisso deste município e de toda a região com a gestão sustentável dos resíduos de solos urbanos”, afirmou José Pimenta Machado, reconhecendo que “Mangualde é um bom exemplo daquilo que é uma boa prática ambiental”.
Quanto à plataforma re-use, foi lançado o desafio de “dar o salto para uma app”. “Este projeto tem uma dupla componente. Por um lado, vai permitir a reciclagem dos resíduos, em particular aqueles que muitas vezes têm dificuldade de serem colocados nos ecopontos, e depois tem uma outra dimensão, que é dar nova vida aos resíduos”, destacou, adiantando que esta é uma forma de “juntar uma dimensão ambiental, ao dar vida aos produtos, e depois uma parte mais social, sendo uma oportunidade para pessoas mais vulneráveis satisfazerem as suas necessidades com estes produtos”.
Recorde-se que o ecocentro de Mangualde teve um custo de cerca de meio milhão de euros, no âmbito do Plano de Ação Local para a Construção Sustentável.







