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“Os Centros Tecnológicos Especializados são uma oportunidade única para a EPMS”

As obras de construção dos CTE estão em curso na Escola Profissional Mariana Seixas. Uma aposta que vai ‘revolucionar’ o ensino e a aprendizagem numa escola que olha para a inovação e as novas tecnologias como “uma grande mais valia” para alunos, professores, empresas e instituições da região que irão acolher estes futuros profissionais. Em entrevista ao Diário de Viseu, o diretor da escola, Rui Silva, sublinha a nova oferta formativa aprovada para o novo ano letivo

A Escola Profissional Mariana Seixas viu serem aprovadas as candidaturas para dois Centros Tecnológicos Especializados. Como está o processo?
Já está em curso a primeira fase da construção dos nossos dois centros. Seguir-se-á uma segunda fase que começa com a aquisição do mobiliário e depois os equipamentos informáticos de última geração que serão instalados em todas as salas da escola. Estamos a falar de duas candidaturas que a Escola Profissional Mariana Seixas apresentou ao PRR e que foram aprovadas para bem dos nossos alunos e a afirmação da nossa escola. Infelizmente não houve nenhum centro aprovado na primeira fase do concurso para o concelho de Viseu o que nos levou a concorrer na segunda fase em que tivemos as duas candidaturas aprovadas. São dois centros tecnológicos especializados nas áreas de Informática e Industrial que nos permitem equipar todas as salas. E somos a única escola no concelho de Viseu com estes CTE’s. Numa primeira fase tinha sido também aprovado o da Escola Secundária Viriato, mas que acabou por ser excluído. E infelizmente pois houve um trabalho colaborativo entre as duas escolas e seria uma mais valia para Viseu.

O que representam estes centros para a escola?
Representam uma revolução. Vamos ter na escola equipamentos informáticos topo de gama que nos permite inovar e potenciar o ensino/aprendizagem para outros patamares. A aprovação destas candidaturas refletem também o nosso pensamento na inovação da educação. Estas candidaturas têm uma memória descritiva muito exaustiva onde tivemos de explicar, equipamento a equipamento, quais são as nossas perspetivas para a sua utilização e integração nas práticas pedagógicas. E os nossos projetos tiveram uma pontuação de 90% em 100, o que é quase uma candidatura de excelência.

Para quando está prevista a conclusão?
Nós temos de concluir impreterivelmente até 31 de dezembro de acordo com as regras do PRR. Mas vamos ver se é possível iniciarmos o próximo ano letivo já com os CTE’s concluídos. Ou pelo menos que faltem apenas equipamentos residuais, tendo em conta que se trata de processos de contratação pública e que às vezes são difíceis pois existem alguns contratempos.

As obras decorrem ao mesmo tempo das aulas?
Tem de ser, o que exige uma ginástica e um esforço extra dos alunos e dos professores. Mas todos perceberam que é para um bem maior ou seja, robustecer os equipamentos na escola e temos contado com o apoio de toda a comunidade escolar.

Tratando-se de equipamentos de última geração é necessário aprender a trabalhar com eles. Como vão fazer?
Nós estamos a fazer formação aos nossos professores e alunos para potenciar a utilização destas tecnologias. Em parceria com o IPV nós temos uma série de iniciativas, nomeadamente, uma pós-graduação, que eu próprio estou a frequentar, em inovação industrial, pensada também para potenciar as tecnologias que vamos ter aqui na escola, nomeadamente, no que diz respeito à Indústria 4.0. Está previsto também, no que é uma exigência destas candidaturas, a obrigatoriedade dos fabricantes e fornecedores dos equipamentos darem também formação aos professores. Nós não podemos investir em tecnologia e depois não sabermos utilizá-la, daí a importância da formação. Estamos igualmente a dar formação extra-curricular, também no IPV, aproveitando as micro-credenciais que é também um programa abrangido pelo PRR, nomeadamente nas áreas de Inteligência Artificial. Estamos a ensinar aos nossos alunos a utilizar pedagogicamente a IA no processo de ensino/aprendizagem nas áreas da informática, do design, da restauração, da eletrónica, com a consciência de que quando bem utilizada, a Inteligência Artificial é um potenciador das aprendizagens. E os nossos alunos têm de saber utilizá-las porque, como dizia o reitor da Universidade de Coimbra, nós não podemos tentar apanhar o vento com as mãos. Os nossos jovens vão utilizar na vida real a Inteligência Artificial, portanto não podemos na escola proibir a sua utilização, pelo contrário, devemos potenciá-la. E é o que estamos a fazer na Escola Profissional Mariana Seixas.

Formação de novas competencias?
Sem dúvida. Dar novas competências que não estão previstas no perfil do aluno, nomeadamente, de sustentabilidade. Uma área em que, através da parceria com o IPV, na gestão de resíduos e sustentabilidade, já nos permitiu fazer quatro ou cinco micro credenciais para diferentes turmas. Como também já fizemos três edições de Inteligência Artificial no processo ensino/aprendizagem. Esta é uma parceria essencial para nós pois coloca ao nosso dispor as ferramentas certas para podermos capacitar os nossos alunos e também os nossos professores.

Os professores são também um alvo nesta preparação para os novos desafios?
Sem dúvida. Afinal cabe-lhes a eles preparar e acompanhar os nossos alunos e, nesse sentido, fizemos também com os nossos professores e em parceria com a Universidade Aberta, uma formação de 50 horas da utilização da Inteligência Artificial no processo de ensino/aprendizagem. Desta forma os nossos professores também já estão capacitados para sua utilização, o que é fundamental.

E o futuro da Escola Profissional Mariana Seixas. Como o vê?
Estou expectante com as oportunidades que os centros tecnológicos especializados nos trazem. Mas também apresentámos uma nova proposta formativa para o próximo ano letivo de 2025/2026 que foi aprovada com novos cursos profissionais nas áreas emergentes, nomeadamente, técnico(a) de ação educativa, programador(a) de informática e técnico(a) de informática-instalação e gestão de redes. Na área da programação pretendemos potenciar os nossos centros tecnológicos especializados, nomeadamente programador informático, técnico de sistemas e gestão de redes, Mas vamos apostar também no curso de ação educativa que é cada vez mais um curso muito requisitado pelas escolas e nós temos carência de auxiliares educativos com formação e esta é uma das formas de nós potenciarmos esta área.

 

 

“Uma verdadeira revolução no ensino/aprendizagem”

A Escola Profissional Mariana Seixas (EPMS) “está prestes a transformar por completo a forma como se aprende tecnologia”.
Quem o afirma é o seu diretor, Rui Silva, a propósito a aposta nas novas tecnologias com a construção dos dois Centros Tecnológicos Especializados (CTE) que vão desenvolver “uma verdadeira revolução no ensino/aprendizagem”.
Assim, a partir do próximo ano letivo 2025-2026, a escola integrará cinco robôs inteligentes que marcam o futuro da educação: Pepper, Misty, KettyBot, Cruzr e Temi.
“Com esta aposta inovadora, os alunos da EPMS terão acesso direto a tecnologia de ponta utilizada em empresas, hospitais, centros de investigação e universidades em todo o mundo”, como sublinha o seu diretor, reconhecendo que “esta é uma das mais avançadas integrações de robótica educativa em Portugal, e é na EPMS que acontece”.
Mas vamos aos pormenores:
Pepper - Um ícone da robótica social. Comunica, reconhece emoções e ensina a programar com empatia.
Misty - Pequeno mas poderoso. Ideal para projetos em IoT, automação e desenvolvimento de apps.
KettyBot - Robô de serviço autónomo. Transporta, interage e colabora em ambientes reais de restauração e receção.
Cruzr - Humanoide de grande porte, com reconhecimento facial, navegação autónoma e personalização avançada. Um verdadeiro parceiro de projetos empresariais e industriais.
Temi - Compacto, ágil e inteligente. Perfeito para simulações em saúde, atendimento e programação em movimento.

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Junho 18, 2025 . 07:00

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