
No distrito de Viseu, a campanha do Banco Alimentar teve ajuda de 1.300 voluntários
A hora de almoço ainda estava perto quando esta bonita família começava mais um turno de voluntariado no Pingo Doce do centro da cidade. A campanha é do Banco Alimentar, mas o “amor à causa” é de Leonor Alves Martins e dos pais, Sandra Alves e Paulo Martins, uma família que celebrou hoje o Dia da Criança com “uma causa muito maior”.
“Já fizemos o turno das 10h00 até às 12h00 e agora estamos a fazer até às 16h00. Durante esse período da manhã, vieram recolher duas vezes, às 14h00 também e agora estamos à espera que venham recolher novamente os alimentos que já angariámos”, adiantou Sandra Alves, “líder” deste grupo de voluntários.
Por norma, conta, as pessoas costumam dar enlatados, arroz, massa ou leite, “essencialmente o que está na lista do próprio saco”. Ainda assim, houve quem desse “alguns frescos”. “De vez em quando aparecem frescos como um senhor que também trouxe ovos, por exemplo, e aí nós avisamos quando é para recolher para a triagem ser feita o mais rapidamente possível”, exemplificou a voluntária.
E porque “toda a gente precisa”, é importante assegurar a comunidade de que “é tudo distribuído consoante as necessidades e é tudo entregue”, sublinhou.
O lema da campanha “A sua ajuda tem um nome: o nome de quem a vai receber” sentiu-se também em Viseu, com o apoio de mais de 1.300 voluntários, entre armazéns, super e hipermercados.
Segundo a presidente do Banco Alimentar de Viseu, Fátima Ribeiro, o sábado (dia 31) foi “bastante bom em termos de resultados, com 30 toneladas de alimentos recolhidas face às 24 do ano passado”.
O domingo, sendo também Dia da Criança, “é sempre um pouco mais fraco até porque existem inúmeras atividades a acontecer e não sabemos se o aumento de ontem (sábado) foi um reflexo das pessoas quererem ir abastecer-se para ficarem com este dia livre”, acautelou.
Este ano, o objetivo foi fixado nas 50 toneladas, um número também já conhecido da campanha anterior. “Vamos ver se conseguimos, mas a esperança é de que sim”, adiantou a presidente.
Faltam voluntários
“Este ano, estamos com menos voluntários do que normalmente costumamos ter no armazém”, alertou Fátima Ribeiro, acrescentando que “as pessoas devem estar envolvidas em outros eventos e realmente estamos com alguma dificuldade em fazer a gestão da triagem dos alimentos por falta de voluntários”.
Um apelo que se estende ao resto do ano até porque, frisa, é uma causa que nunca “reclama” por ter mais mãos a ajudar.








