
Diário de Coimbra faz 95 anos
O Diário de Coimbra dedica hoje um especial às grandes obras que marcaram os últimos 95 anos da região
Fundado por Adriano Viégas da Cunha Lucas (1883-1950) e depois liderado, durante 60 anos, por Adriano Mário da Cunha Lucas (1925-2011), o jornal mantém, desde a sua fundação, o seu estatuto editorial como jornal informativo de orientação Republicana Liberal.
Como, aliás, sucede com os Diários de Aveiro, Leiria e Viseu, fundados por Adriano Mário da Cunha Lucas.
Em editorial, o diretor Adriano Callé Lucas destaca a importância desta efeméride «não apenas para o jornal e para os seus muitos leitores e anunciantes, mas também para todos os que compreendem o papel absolutamente crucial que uma Imprensa livre e independente desempenha numa sociedade democrática».
«A caminho do seu centenário, o Diário de Coimbra é hoje o mais antigo jornal diário português, e um dos mais antigos na Europa, que mantém a linha editorial de origem e continua sob a orientação da família do seu fundador», sublinha o texto, aludindo depois aos «tempos de instabilidade, de incerteza e de guerra» que se vivem na Europa e no Mundo, e a que Portugal não é imune.
Adriano Callé Lucas expressa ainda o desejo de que «os políticos recém-eleitos tenham a lucidez e a coragem de colocar os interesses do País à frente de quaisquer interesses ou táticas partidárias e deem as mãos para criarem as pontes e os consensos necessários para avançarem com as reformas na Administração Pública, Justiça, Habitação ou Saúde, na redução drástica da burocracia asfixiante em quase todos os setores de atividade».
«É crucial libertar a sociedade civil do peso excessivo do Estado, criando-se condições para que as empresas, que são o motor da economia, possam prosperar e criar mais riqueza, para que o país cresça e os nossos jovens não tenham de emigrar», defende.









