
É a Orquestra Clássica do Centro que faz as honras do Festival de Música da Primavera de Viseu
Ora se toca piano, ora se toca guitarra. Desta vez, o Festival Internacional da Música da Primavera “não é de guitarra ou de piano”, mas da música. Há orquestras em pleno Teatro Viriato e na Igreja da Misericórdia e grupos ou duos no Museu Nacional Grão ou na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu (IPV). Arranca hoje pelas mãos da Orquestra Clássica do Centro, comandada pelo maestro Cláudio Ferreira, um festival que celebra a música clássica.
Estreia-se a peça “Partita”, uma obra encomendada pelo evento e pela orquestra ao compositor português Sérgio Azevedo, com o pianista André Roque Cardoso. Mas há algo que a destaca: “este é um concerto para piano e orquestra, em que o piano só é tocado com a mão esquerda”, adiantou José Carlos Sousa, diretor artístico do festival, ao Diário de Viseu.
O evento, que decorre entre hoje e o dia 25 de abril, promete uma programação algo “ambiciosa” para assinalar 18 anos de música. “O programa é uma série de possibilidades artísticas que possam ir ao encontro dos vários públicos, ou seja, não é só um festival de piano, em que os pianistas são todos muito bons e que vale a pena ir a tudo, mas é muito mais do que isso”, disse, acrescentando que “vai haver momentos de piano, guitarra, cordas, orquestras, sopros, canto, música contemporânea e música antiga”.
Nesta edição, Beethoven é um dos destaques, com concertos de Olivier Gardon (dia 8), Álvaro Lopes (dia 22) e João Roiz Ensemble (dia 23). Além destes, “vamos ter mais Beethoven com os solistas da Metropolitana (dia 11), que vão tocar uma peça só de Beethoven, o quarteto de cordas, com Alexandre Delgado (dia 23), vão tocar dois quartetos de cordas de Beethoven, os professores e alguns concertos inteiros dedicados ao compositor”, enumerou, garantindo um “destaque especial na programação deste ano”.
Segue-se outro destaque já no dia 5, com a Banda Sinfónica Portuguesa, orientada por David Fiúza, um concerto preenchido por “peças que têm a ver com boa disposição, com humor e com estarmos bem a ouvir música”, explicou.
Além disso, como não poderia deixar de ser, há dois concertos “muito especiais” para o Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão.
Um deles é o concerto “dos nossos alunos”, onde se apresentam agora os melhores das diferentes áreas e idades. “Como escola de música, temos que preparar os nossos músicos e os nossos alunos para enfrentar o público e colocá-los em palco é a única forma”, sublinhou.
O outro é o concerto “com os nossos professores e mestres”, no Hotel Grão Vasco. “Criam-se pequenos grupos e a ideia é partilhar a música, partilhar o palco com outros colegas e criar pequenos momentos musicais com trios, quartetos e quintetos”, explicou o diretor artístico.
Quanto ao concurso, este ano, de piano, um dos pontos altos do festival da primavera, o objetivo é premiar os melhores a nível mundial.
A final está agendada para 12 de abril, onde o primeiro premiado, além de receber de nove mil euros, terá oportunidade de tocar em Paris, para a Associação Animato, e no 19.º Festival de Música da Primavera de Viseu.
O cartaz segue com o filme documentário “Ryuichi Sakamoto | OPUS”, no Teatro Viriato, no dia 7, a atuação de Haozhou Wang (dia 8), vencedor do 5.º Concurso de Piano de Viseu, o concerto de Olivier Gardon (dia 8), o Duo Accordicello (dia 9), Roman Rabinovich (dia 9), o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (dia 10), todos na Aula Magna do IPV, e ainda as Solistas da Metropolitana (dia 11), no auditório da Escola Secundária Emídio Navarro.







