Ela tinha 21 anos. No dia 13 de junho, numa ponte no interior de São Paulo, preparava-se para saltar. Uma daquelas experiências que prometem adrenalina e memórias para a vida. Foi lançada ao ar sem que a corda de segurança estivesse presa.
Durante muitos anos acreditei que um bom empresário tinha de ser bom em tudo. Hoje, passados 26 anos desde que iniciei o meu percurso empresarial, sei que essa foi uma das maiores ilusões da minha vida.
A Seleção Nacional iniciou esta semana os trabalhos para mais uma importante competição internacional. Como sempre acontece quando Portugal se reúne, o país volta a vestir a camisola das Quinas.
Celebrámos a liberdade há poucos dias. Houve cravos, memórias e palavras grandes como democracia e futuro. Mas uma pergunta ficou a ecoar em mim: será possível viver em liberdade e continuar preso?
Há uma ideia que me ficou presa esta semana. Daquelas que aparecem sem avisar e, de repente, nos fazem ver algo que já sabíamos, mas ainda não tínhamos conseguido nomear.
Um rato caiu, acidentalmente, dentro de um recipiente de vidro cheio de arroz. O impacto foi brusco. O susto imediato. Durante alguns segundos, o corpo ficou tenso, os olhos atentos, o instinto em alerta máximo. Procurou uma saída, um perigo, qualquer sinal de que precisava de fugir. Mas não havia nada. Apenas arroz, branco, abundante e silencioso.