
Portugal e sete países da UE enviam ajuda para Venezuela
Portugal e outros sete países da União Europeia (UE) vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela, na sequência dos sismos, no âmbito da ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, anunciou hoje a Comissão Europeia.
“Nestes momentos difíceis, estamos com os venezuelanos. A Comissão Europeia está a coordenar a resposta europeia ao sismo através do Mecanismo de Proteção Civil. A Espanha, Itália, República Checa, França, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal estão a enviar equipas de busca e salvamento”, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.
“Estamos preparados para oferecer mais apoio, incluindo assistência médica”, adiantou a responsável.
O número de países da UE que mobilizam ajuda no âmbito deste mecanismo ainda pode aumentar.
Portugal já colocou à disposição da Venezuela, que aceitou, uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos para ajudar nas operações no país após os dois sismos, anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O Mecanismo de Proteção Civil da UE é um sistema de cooperação para coordenar a assistência internacional em situações de emergência, como sismos.
Quando um país afetado ativa o mecanismo, solicita formalmente ajuda à UE, que passa a coordenar as ofertas de apoio dos Estados participantes.
No caso de um sismo, o mecanismo permite uma resposta mais rápida e organizada, facilitando o envio de equipas de resgate para procurar sobreviventes nos escombros, prestar assistência médica aos feridos e apoiar as autoridades locais nas operações de emergência e recuperação.
Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo o balanço oficial provisório.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses e lusodescendentes no mundo.
Pelo menos um cidadão português morreu na sequência dos dois sismos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A vítima, do sexo masculino, foi retirada dos escombros com vida, mas acabou por morrer a caminho do hospital.
A diplomacia portuguesa tinha anunciado que pelo menos cinco portugueses, quatro dos quais de uma família, estavam desaparecidos na sequência destes sismos.








