
Expansão das instalações de negócio familiar atesta sucesso do “Leitãozinho”
A escolha do dia de inauguração não foi ingénua. 20 de maio, dia de aniversário de Rúben Florentino Rodrigues, filho de Cristina Florentino e Carlos Rodrigues. No mesmo dia em que faz 28 anos, o restaurante “O Forno do Leitãozinho” completa dois anos de existência com a gerência que partilha com os seus pais.
São dois anos que merecem o rótulo de “muito positivo” por parte dos proprietários, que sempre quis ver materializado este projeto familiar.
“Nós temos a fábrica desde 2003, em Povolide, onde vendemos leitão em take-away, mas este sempre foi um projeto que eu quis fazer, só que foi sendo adiado porque havia muito trabalho em Povolide. Até que surgiu uma oportunidade de ficarmos com este espaço e eu não hesitei. Ao fim de três meses, já achávamos o espaço pequeno, porque a afluência foi sempre muito grande”, referiu Cristina Florentino.
O restaurante faz do leitão a sua grande bandeira, mas inclui na sua ementa bifanas, pregos, sandes, rissóis de leitão e de camarão, empadas de leitão, folhados, tábuas de queijo e de presunto, croquetes, sopas e sobremesas caseiras. “Tudo feito na hora, fazemos questão de salientar isto, porque temos prazer naquilo que fazemos”.
A proprietária confessou que, há dois anos, quando começaram, entenderam que a oferta “estava muito pobre” e que seria impensável não haver leitão, fosse a que hora fosse.
“Recebíamos queixas dessas da gerência anterior, porque às vezes esgotava o leitão, mas tal não acontece agora, temos sempre leitão na base, em Povolide, e aqui nunca falta, seja a que horas for. Nós fornecemos muitos restaurantes e quintas com o nosso leitão há já 23 anos”, garantiu a proprietária.
Um local de referência para os amantes do leitão
Aberto todos os dias, “O Forno do Leitãozinho” consolidou-se nos últimos dois anos como um restaurante de referência, uma visita obrigatória para todos aqueles que apreciam leitão. E a afluência comprova esta afirmação, na medida em que “temos sempre casa cheia e o nosso dinamismo deu muito movimento à própria rua”. O problema, por vezes, é conseguir acomodar toda a gente, e, nessa medida, a gerência arregaçou as mangas e está prestes a começar as obras no espaço que adquiriu ao lado das atuais instalações.
“Aqui, temos 32 lugares, mais 24 na esplanada, e vamos usar o novo espaço para grupos e reservas, para 20/30 pessoas. Nessa sala, vamos ter um conceito diferente, a minha ideia é recriar ali a desmancha do leitão na mesa e tudo aquilo que está relacionado com o leitão, uma vertente mais gourmet. Depois, vamos ter ainda espaço para um armazém e um escritório para o meu filho trabalhar”, revelou Cristina Florentino.
Após a licenciatura em contabilidade e depois em gestão, Rúben Florentino Rodrigues abraçou o projeto desde o início, “de alma e coração”, segundo a sua mãe. “Ele já nos ajudava muito na fábrica e o pai sempre disse que ele ia ficar a trabalhar connosco. No final dos cursos, decidiu ficar e isso tem sido uma mais valia para nós em todos os aspetos, porque é ele que gere a parte financeira”, afirmou.
“As coisas estão cada vez melhor, de ano para ano, a faturação duplicou em relação ao que fazia a anterior gerência e agora quase que vai triplicar pela forma como estamos a trabalhar”, salientou Rúben Florestino Rodrigues, que acrescentou não ter medo da concorrência.
“Qualquer um pode ter e servir leitão, mas nós temos uma vantagem muito grande, conhecemos o leitão por dentro, desde 2003. Recebemos as carcaças em cru e executamos o processo todo, mesmo o desfiar do leitão, fazemos o molho, temperamos, cozemos, assamos, nós conhecemos o processo todo”, sublinhou.
A produção na fábrica varia muito com as estações do ano, mas no Natal chega a atingir 150 leitões por dia. “Mas há época igualmente boas, como o verão, a Páscoa, e até outros dias, como o Dia da Mãe, em que, este ano, vendemos 16 leitões aqui no restaurante”. O maior problema da restauração, segundo Cristina Florentino, “é a falta de pessoal, porque este não é um trabalho fácil, o meu filho entra aqui às 11h00 e só sai às 23/24 horas. Mas é muito recompensador”, concluiu.
“O Forno do Leitãozinho” está aberto todos os dias na Avenida Capitão Silva Pereira, 95, com serviço de restaurante e take-away, com leitão ao quilo, inteiro e meio leitão, com o contacto 915 063 780. Em Povolide, na fábrica, tem take-away de leitão inteiro e meio leitão.








