
João Azevedo diz que saída do helicóptero do INEM de Viseu é "um equívoco"
“Só pode ser um equívoco”. Foi desta forma que o presidente da Câmara Municipal de Viseu reagiu à eventual saída do helicóptero do INEM do concelho.
O autarca falava hoje aos jornalistas após a reunião de câmara, sublinhando que o presidente do INEM esteve recentemente em Viseu a acompanhar as obras da construção do hangar para o helicóptero do instituto. “O senhor presidente do INEM esteve cá há cerca de um mês a visitar as obras, que o próprio INEM pagou. Portanto, não passa de um equívoco”, afirmou.
Segundo João Azevedo, a autarquia investiu “dezenas de milhares de euros” na resolução de questões relacionadas com a instalação do hangar, enquanto o INEM também aplicou “centenas de milhares de euros” na infraestrutura.
Recorde-se que na semana passada, a ministra Ana Paula Martins disse que os quatro helicópteros do INEM, sediados em Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, poderiam vir a ser deslocalizados para o litoral de país, para os hospitais do Porto, Coimbra, Lisboa e Faro, respetivamente.
Também os deputados do PS eleitos por Viseu, Armando Mourisco e Elza Pais, contestaram a eventual desativação da base, no âmbito de uma reorganização do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM), que prevê a concentração destes meios em grandes centros hospitalares em 2030.
Em comunicado, os parlamentares consideraram que a medida pode representar um retrocesso no socorro às populações do interior, alertando para possíveis impactos no tempo de resposta e para o agravamento das assimetrias entre litoral e interior.







