
“Aprendi muito sobre a minha equipa, a nível competitivo”
Depois da derrota pesada, por 5-0, no reduto do Vitória SC, em Guimarães, o treinador do CD Tondela, Gonçalo Feio, admitiu que foi “um dia terrível” para a equipa, mas que acredita no objetivo da manutenção.
No final do seu primeiro jogo como treinador principal dos auriverdes, o técnico começou por dar os parabéns ao adversário. “Ganhou o jogo e foi muito eficaz. Numa tentativa de mudar a identidade da nossa equipa, de querer ser mais protagonistas e de tirar ao Guimarães a bola em sua casa, não estivemos bem preparados para a perda da bola”, admitiu.
Sabíamos que não íamos fazer um jogo perfeito
“Sabíamos que não íamos fazer um jogo perfeito, mas a primeira transição do Guimarães acabou em golo. A equipa não perdeu discernimento, mas, na segunda transição, sofreu um segundo golo. No início da segunda parte, sofremos o 3-0. O jogo, do ponto de vista da luta por pontos, acaba aí. É um momento muito complicado para a equipa. Sofrer dois golos tão cedo afeta bastante a confiança dos jogadores”, resumiu.
Quanto às jornadas que ainda faltam para o final do campeonato, lembrou que faltam sete jogos, com 21 pontos por disputar. “Ainda só dependemos de nós. Aprendi muito sobre a minha equipa, a nível competitivo. O processo até aqui, ao nível da aquisição [de conhecimentos]. Foi um dia terrível para nós, mas cabe-nos continuar a trabalhar e reagir. Acredito no objetivo [a manutenção]”, defendeu.
Foi um dia terrível para nós, mas cabe-nos continuar a trabalhar e reagir
“Acreditávamos que, com esta estrutura, poderíamos tirar o máximo rendimento contra este adversário. Quanto à competitividade interna, tenho muitas posições onde a decisão passa por detalhes e pelo trabalho da semana. Em diferentes momentos até ao final da época, vamos ter de contar com diferentes jogadores. Quero todos os jogadores ‘ligados’ e ‘dentro do barco’”, sublinhou.
“A qualidade de execução no último terço do Guimarães fez-me lembrar muito o futebol europeu, jogos com equipas boas do futebol europeu. Certas perdas de bola sem estrutura de apoio levam a que a outra equipa nos ‘castigue’. O Vitória marcou cinco golos em cinco remates enquadrados. O nosso processo defensivo em bloco baixo tem de ser melhor”, concluiu.








