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Crime de violência doméstica entre os mais participados na região de Viseu

Relatório Anual de Segurança Interna dá conta de uma ligeira descida (-1,1%) do número de casos registados em 2025 no distrito, em comparação com 2024

A criminalidade geral aumentou, em 2025, no distrito de Viseu. De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), o número de participações registadas subiu de 8.630 para 8.885, um aumento de 255 participações (3%). No entanto, a criminalidade violenta registou uma descida de pouco mais de 10%, descendo de 208 participações para 187.
O crime mais participado foi, segundo o mesmo documento, a condução sob a influência de álcool, com 909 participações, o que representa uma descida de 0,8% em comparação com 2024, seguindo-se a violência doméstica, com 804 participações (-1,1%). Destaque ainda para os crime de ofensa à integridade física, com 666 participações (-3,5%), ameaça e coação, com 504 participações (-3,8%), burla na aquisição de bens móveis, com 312 participações (+23,3%), fogo posto, com 300 participações (+67,7%), e burla informática, com 225 participações (+33,1%).
No que diz respeito às participações registadas por concelho, Viseu lidera com quase 2.800 participações, seguindo-se Tondela, 599, Lamego, 538, Mangualde, 524, e Cinfães, 424. Os municípios com menos participações foram Penedono, 65, Sernancelhe, 69, Tabuaço, 75, e Armamar, 87.
No que diz respeito aos incêndios florestais, os dados do RASI adiantam que, da análise efetuada por distrito, destacam-se com maior número de incêndios, e por ordem decrescente, os distritos de Porto (1.908), Braga (816) e Viana do Castelo (669), sendo que, em qualquer um dos casos, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão, isto é, não ultrapassam um hectare de área ardida. No caso especifico do distrito do Porto a percentagem de incêndios com menos de um hectare de área ardida é de 91%. O distrito mais afetado, no que concerne à área ardida, é a Guarda com 84.182 hectares, cerca de 31% da área total ardida, seguido de Viseu com 42.281 hectares (16% do total) e de Castelo Branco com 39.334 hectares (15% do total).

O distrito de Viseu está entre os mais afetados, no que concerne à área ardida, com 42.281 hectares (16% do total no país)

A região de Viseu consta ainda do RASI pela operação desencadeada pela Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade de Ação Fiscal (UAF) e sob a direção do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), nos dias 9 e 10 de abril de 2025, em colaboração com a Polícia Judiciária Federal de Liége, Bélgica, e com o apoio operacional da EUROPOL. A operação policial visou colocar termo à atividade de uma rede organizada internacional dedicada à obtenção de vantagens patrimoniais ilegítimas através de um esquema fraudulento baseado na realização de contratos de trabalho fictícios com a intenção de evitar a aplicação das regras laborais na Bélgica e por conseguinte furtarem-se ao pagamento das contribuições e impostos ali devidos, em valores que superam os 13 milhões de euros. A operação decorreu simultaneamente na Bélgica, Alemanha e em Portugal, tendo sido executadas 11 buscas em diversos locais no distrito do Porto, Viseu e Lisboa, abrangendo domicílios, instalações de várias empresas e dois escritórios de contabilidade.

Março 31, 2026 . 19:00

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