
Banda viseense Bela Noia lança “A Bela Paranoia”
A banda viseense Bela Noia apresenta amanhã à noite, no Carmo’81, em Viseu, o álbum ‘A Bela Paranoia’, cujo mais recente single, ‘À Guerra, Não Há Paz’, é acompanhado por um videoclip que encerra uma curta-metragem construída ao longo dos três singles que antecederam o disco, funcionando como o capítulo final de uma narrativa audiovisual que acompanhou a revelação do novo trabalho.
Filmado em Viseu pela produtora Toca do Lobo, o videoclip conta com realização de Pedro Vieira e Leonardo Outeiro, concluindo uma história visual inspirada nas tensões emocionais e nos universos interiores que atravessam o álbum. O single utiliza a metáfora da guerra para falar de relações marcadas por distância, palavras não ditas e conflitos emocionais profundos. “Fala daquele momento em que duas pessoas que já estiveram muito próximas passam a viver numa espécie de guerra fria emocional, onde há muito por dizer mas já não se sabe como”, sublinha Pedro Vieira.
O single abre caminho para ‘A Bela Paranoia’, o novo disco da Bela Noia, um trabalho que aprofunda o universo lírico e sonoro da banda. O disco aborda as tensões invisíveis que atravessam as relações humanas. Entre proximidade e distância, silêncio e confronto, as canções exploram o território instável onde convivem amor, memória e conflito.
“A Bela Paranoia nasce da tentativa de transformar inquietação em canções. É um disco sobre as pequenas guerras emocionais que atravessam as relações e sobre a dificuldade - às vezes, inevitável - de encontrar paz dentro delas”
“A Bela Paranoia nasce da tentativa de transformar inquietação em canções. É um disco sobre as pequenas guerras emocionais que atravessam as relações e sobre a dificuldade - às vezes, inevitável - de encontrar paz dentro delas”, afirma o grupo.
Mais do que um conjunto de canções, ‘A Bela Paranoia’ desenha um universo narrativo onde cada tema revela uma nova face das pequenas guerras interiores que habitam em nós. Entre melancolia, energia e catarse, o disco propõe um retrato sensível da fragilidade das ligações humanas e da necessidade - por vezes, impossível - de encontrar paz no meio do ruído emocional.
O álbum conta com a participação do músico Edgar Valente e inclui também a presença de um quarteto de cordas em alguns temas, com arranjos de Leonardo Outeiro. A introdução destes elementos representou um desafio assumido pela banda e permitiu expandir a sua sonoridade, abrindo novas possibilidades expressivas dentro do universo musical do grupo.
“Este foi o primeiro disco que compusemos verdadeiramente como um coletivo. Levou tempo, mas sentimos que isso permitiu aprofundar as canções e encontrar uma identidade sonora mais clara”, explica Pedro Vieira.
Misturado por Nuxo Espinheira, com quem a banda já tinha trabalhado no primeiro disco, ‘A Bela Paranoia’ surge após cerca de dois anos de silêncio editorial. O álbum foi desenvolvido ao longo desse período, num processo de criação demorado que permitiu maturar as ideias e consolidar a nova fase artística da banda.








