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Entre histórias e realidade: Uma despedida presidencial singular

Janeiro 12, 2026 . 18:00
No final de uma década de presidência, há histórias que merecem ser contadas não só pelo seu simbolismo, mas pela luz que lançam sobre quem realmente foram as pessoas por trás dos cargos.

Em 2016, tive a honra de ser mandatária da candidatura do Professor Marcelo Rebelo de Sousa em Viseu, e foi nesse contexto que partilhei uma pequena fábula: a do pirilampo e da cobra.

Talvez nem todos conheçam essa fábula. Ela fala de um pirilampo que brilhava na escuridão, e de uma cobra que queria devorá-lo não por fome, mas simplesmente para apagar o seu brilho. Usei essa história para ilustrar como o Professor Marcelo era, de certa forma, como um pirilampo: alguém que continuou a brilhar com autenticidade mesmo quando surgiam tentações de ofuscar a sua luz.

O mais curioso é que o Professor Marcelo acolheu essa metáfora com um sorriso, transformando-a numa brincadeira entre nós.

Sempre que nos encontrávamos, ele dizia com aquele ar bem-humorado: “Aqui está o pirilampo!” Era um lembrete de que a presidência dele foi feita de proximidade genuína, de um toque humano que não se vê todos os dias. E é por isso que agora, no final dos seus mandatos, quero expressar a minha gratidão.

Não só por ter tido o privilégio de caminhar ao lado de alguém assim, mas por poder recordar aos leitores que, mesmo quando as luzes da ribalta se apagam, o que fica é a luz que cada um trouxe ao mundo. Assim, ao lembrar a história do pirilampo e da cobra, convido-vos a recordar não só o brilho de uma presidência que iluminou o nosso caminho com autenticidade, mas também o papel que o Professor Marcelo teve em aproximar o cargo de Presidente da República dos cidadãos comuns.

Ele não foi apenas uma figura de Estado, foi um presidente que, com humanidade e proximidade, soube estar presente nos momentos mais difíceis e inspirar confiança nos tempos mais incertos. Por isso, este é um tributo não só ao brilho com que iluminou a nação, mas ao presidente que nunca deixou de representar o melhor de Portugal: a capacidade de unir, de ouvir e de trazer um calor humano a um cargo tantas vezes visto como distante. E assim, com gratidão e um sorriso, celebremos a luz que ele trouxe aos nossos dias.

Janeiro 12, 2026 . 18:00

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