
Acidente de viação mata sete pessoas no sul de Moçambique
Segundo balanço preliminar do executivo, a colisão ocorreu às 07:00 locais (menos duas horas em Lisboa) no distrito da Manhiça, na província de Maputo, sul do país, envolvendo um veículo pesado de passageiros, que seguia o sentido Maputo-Quelimane (centro do país) que embateu num semicoletivo de passageiros que seguia em direção à vizinha África do Sul.
Entre as causas do acidente aponta-se para o excesso de velocidade e ultrapassagem irregular, segundo o balanço preliminar do Ministério, com a polícia moçambicana também a avançar com as mesmas causas.
Além dos sete mortos, entre o autocarro e o ‛minibus’, registaram-se dois feridos graves, alguns feridos ligeiros e danos materiais avultados nos dois veículos, disse à comunicação social José Novela, chefe de Instrução e Educação Pública no Departamento de Trânsito na província de Maputo.
Em 04 de dezembro, o Governo moçambicano avançou querer “tolerância zero” a condutores infratores para evitar acidentes nas estradas durante a quadra festiva, disse o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe.
“Se nós colocarmos tolerância zero para todo aquele que conduzir sem carta de condução vamos reduzir em grande medida os acidentes”, disse o governante.
Em 27 de novembro, O Presidente moçambicano avisou a polícia para tomar medidas que travem a sinistralidade rodoviária, que também associa às práticas de corrupção na corporação, não compreendendo como é que os comandantes conseguem “dormir” neste cenário.
“Companheiros, do que é que estão à espera para tomarem medidas corretivas para pararem com os acidentes de viação? Não faz sentido que vocês consigam apanhar sono, enquanto vidas inocentes se perdem na via pública, por apadrinhamento criminoso e cúmplice daqueles que podiam controlar e evitar estes acidentes de viação”, criticou Daniel Chapo.
Na mesma ocasião, o chefe de Estado apontou que só de janeiro a setembro se registaram 408 acidentes de viação em todo o país, contra 459 em 2024, que provocaram 662 mortes, quando no mesmo período de 2024 foram contabilizadas 555 vítimas mortais, dados que mostram que a sinistralidade é “mais mortífera” do que a malária, que registou 308 mortes hospitalares em 2024.








