
Simão Pedrinho é de Viseu e está no The Voice Portugal
Conhecemos Simão Pedrinho, um jovem viseense de 16 anos, que é um apaixonado por cante alentejano. Um amor que encontra início numa viagem que fez por aquelas bandas e, adivinhe-se, ficou bem entranhado. Fez-se ouvir (bem) no palco do The Voice Portugal, com um tema que lhe diz muito, "O Meu Herói" de Luís Trigacheiro. Na verdade, encantou-nos desde os primeiros momentos de nervosismo.
De Viseu, ouvimos todos estas palavras: “A vida são três dias e um já foi, mas tudo o que magoa ainda dói e o tempo não me leva esta tristeza, de quem já foi na vida o meu herói”. Assim conquistou Fernando Daniel, o mentor que agora o acompanha “numa experiência que vai ficar para a vida”.
Contou ao Diário de Viseu que a música esteve sempre presente. “Os meus tios, da parte da minha mãe, têm uma empresa de música e de karaoke. Sempre tive esse lado artístico”, explicou, adiantando que aprendeu a tocar guitarra há cerca de cinco anos, em jeito autodidata.
Mas foram umas férias em pleno Alentejo que lhe deram um amor bonito, o cante que faz qualquer pele arreliar-se. “O meu pai estava lá a dar aulas e ficou na casa de uma senhora que, por acaso, recebia muitos artistas. Estive num concerto privado do Buba Espinho e foi uma experiência incrível”, disse, confessando o gosto pelo “sentimento único” do cante.
Desde então, a playlist de Simão Pedrinho completa-se com temas de António Zambujo, Luís Trigacheiro e ainda Amália Rodrigues. São, certamente, inspiração para os seis originais que já tem em carteira. “Neste momento tenho um mini estúdio e já tenho algumas músicas, ainda não comecei a publicar, mas em breve já vão estar”, adiantou o jovem, acrescentando que escreve e compõe sempre em português.

A decisão de se inscrever no concurso da RTP foi, na verdade, um impulso. Mais tarde ou mais cedo, o dia teria que chegar e assim foi. Depois de audições e fases de seleção, chegou o dia de se apresentar em televisão nacional e, diga-se, com uma bela claque a acompanhar. Escolheu um tema que lhe é querido e enfrentou o palco como um viseense com alma alentejana.
“Foi um impulso, também para quebrar aquela barreira do medo e do nervosismo. A música que levei às provas cegas é muito bonita, tem uma letra que me diz muito porque quem escreveu essa letra já morreu, era o Paulo Abreu Lima, e foi uma homenagem”, explicou o concorrente.
Os nervos foram um desafio, mas uma das cadeiras virou e Fernando Daniel disse um grande sim à atuação de Simão. “Fiquei muito contente quando ele virou. Ele é mais competitivo e exigente, por acaso, as equipas dele costumam ser as melhores e é muito prestável a ajudar-nos”, garantiu.
Em Viseu, o apoio chegou de amigos, vizinhos e colaboradores da Escola Alves Martins, onde é aluno. “É uma experiência muito diferente e tive um apoio muito grande, tanto de amigos como funcionários, sempre a felicitarem-me”.
O objetivo é ir “o mais longe possível e aproveitar, principalmente aprender com quem sabe, com os mentores e com os meus colegas também e, acima de tudo, aproveitar a experiência que não é todos os dias que estamos no The Voice”, concluiu.







