
“Somos todos Liga, esta é uma causa que nos une a todos”
Viseu voltou a vestir-se de rosa para celebrar Outubro, o mês de prevenção do cancro da mama. Mais uma vez, caminharam-se “Pequenos Passos” por “Grandes Gestos”, uma onda de solidariedade que reuniu centenas em nome da conhecida campanha da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). Ano após ano, o objetivo continua a ser o mesmo: alertar para um diagnóstico precoce.
“A prevenção é a chave e é uma forma de conseguirmos identificar os cancros de forma precoce para que os tratamentos também sejam mais eficazes e não sejam tão severos com os doentes oncológicos”, começou por dizer Sara Morais, técnica de gestão de voluntariado do Núcleo Regional do Centro da LPCC, ao Diário de Viseu, recordando que, desde março, “o rastreio começou a ser feito em mulheres com idades entre os 45 e 74 anos, isto porque se tem verificado casos de cancro em pessoas mais jovens. Uma alteração que “não invalida que as pessoas que tenham menos de 45 anos não estejam atentas ao seu corpo”.
Apesar da maior parte dos casos se verificarem em mulheres, Sara Morais reforça que os homens devem estar igualmente atentos a possíveis sintomas. “Infelizmente, o sexo masculino não está tão atento e tendem a não estar tão predispostos a fazer este tipo de cuidados. Por vezes, o corpo dá sinais, quer seja cancro da mama ou outros tipos de cancro, mas têm medo de ir ao médico e então não vão”, explicou, frisando que “o cancro da mama no homem existe, apesar da taxa ser muito mais baixa, e é preciso também estarem alerta”.
Antes do início da tradicional caminhada pelas ruas de Viseu, Manuela Fraga, representante da direção regional do Centro da LPCC, reforçou ainda que “o trabalho da Liga ganha visibilidade, sobretudo, no rastreio”, sendo também “muito importante o apoio e a intervenção neste tipo de iniciativas que promovem estilos de vida saudáveis”.
E porque “nós todos somos Liga”, vale sempre a pena relembrar que “esta é uma causa que nos une a todos”, concluiu.
Recorde-se que, se diagnosticado e tratado precocemente, o cancro da mama tem uma taxa de cura superior a 90%.







