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Académico esteve a vencer duas vezes mas saiu derrotado de Leiria

Grande jogo de futebol esta tarde no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, com as duas equipas a procurarem a vitória. Viseenses entram com o pé esquerdo, mas deixam boas indicações para o futuro. Derrota surgiu num monumental golo do capitão leiriense.

Nada se poderá apontar a uma equipa que, estando a jogar fora em casa de um assumido candidato à subida, consegue somar cinco pontapés de canto nos primeiros oito minutos da partida. Se não é recorde, andará lá perto, certamente. Mas foi assim a entrada do Académico de Viseu em Leiria, pressionando alto, assumindo o risco e a procura de um golo madrugador. O adversário, por certo espantando com tal pertinência, tardou a encontrar-se no jogo, mas aos 15 minutos começou a equilibrar e, mais tarde, a assumir o domínio, com mais posse de bola. Mas se os beirões nada conseguiram em cinco cantos, ao sexto a história foi diferente. André Clóvis, ao segundo poste, cabeceou para o primeiro golo da temporada.

Sete minutos depois, e com a mesma receita, a União de Leiria chegou ao empate. Ao segundo poste, Víctor Rofino cabeceou de cima para baixo, não dando hipóteses a Bruno Brígido.

Ao intervalo, o resultado aceitava-se, até porque as oportunidades de golo não abundaram.

Com os mesmos onzes, as equipas entraram para a segunda parte com o mesmo ânimo e ainda encaixadas uma na outra. Contudo, ao primeiro erro, corria o minuto 50, o Académico voltou a aproveitar. Perda de bola no meio campo leiriense e, em contra-ataque, Simão Silva isolou André Clóvis. No frente a frente com o guarda-redes adversário, o brasileiro apontou o seu segundo golo na partida, voltando a adiantar o Académico no marcador.

Seguiu-se a inevitável reação dos visitados, que depositaram nos seus melhores jogadores, Juan Munoz e Jordan van der Gaag, a responsabilidade de iniciar a "remontada". Surgiram então várias oportunidades, a mais flagrante aos 69 minutos, por Juan Munoz, com um remate fortíssimo que Brígido conseguiu desviar para canto.

Aos 70 minutos, o técnico viseense decide retirar do jogo André Clóvis, que tinha sido amarelado dez minutos antes. A partir daqui, o Académico perdeu a sua grande referência na frente, aquele jogador que conseguia segurar e colocar em sentido a defesa contrária. Perante este sinal do banco beirão, a União de Leiria apostou tudo e aos 80 minutos foi premiado com o golo de Bernardo Gomes.

Após o empate, o Académico teve um assomo de coragem e tentou chegar perto da baliza contrária, mas, lá está, faltava lá alguém... que já estava no banco de suplentes.

O jogo caminhava para o seu final, mas apesar dos longos minutos nas pernas, os jogadores não perderam intensidade e notava-se que o resultado não agradava, sobretudo aos da casa. Foi então que surgiu o momento do jogo, um daqueles lances que valem o preço do bilhete. Juan Munoz teve um golpe de génio e num forte remate fora da área apontou um golo de antologia, que castigou, e de que maneira, a equipa viseense.

Com 3-2 no marcador, nada mais restava ao Académico do que a desesperada tentativa de chegar ao empate. O canto do cisne beirão materializou-se aos 93 minutos, quando Mortimer, na cobrança de um livre direto, acertou no poste esquerdo da baliza leiriense. Pouco tempo depois, o árbitro dava a partida por terminada.

O empate aceitava-se, pela entrega das duas equipas, que proporcionaram um jogo de grande qualidade. O Académico sai de cabeça levantada, mas foi por demais evidente que não há alternativa credível no plantel a André Clóvis e que a sua saída deixou a equipa orfã em termos ofensivos.

Agosto 10, 2025 . 20:22

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