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Agenda Guarda 2040 quer transformar cidade num 'hub' de inovação

“A Guarda só terá sucesso se caminharmos lado a lado", considerou Sérgio Costa

Transformar a Guarda num ‘hub’ regional de inovação e logística é uma das metas da Agenda Estratégica Guarda 2040, que destaca como principais ativos a posição geoestratégica da cidade e a qualidade de vida.

O documento, que resulta dos contributos de mais de 220 entidades locais e da população recolhidos desde novembro de 2023, foi apresentado esta quinta-feira pelo município.

Para Carlos Lobo, que coordenou o plano, a posição geoestratégica da cidade, situada na confluência das autoestradas A23 e A25 e das Linhas da Beira Alta e Beira Baixa, a proximidade com Espanha, os recursos naturais e a herança histórica são as “características diferenciadoras” para a Guarda se desenvolver nos próximos 15 anos.

Estas potencialidades estão na origem dos “quatro pilares de desenvolvimento” identificados na Agenda Estratégica, um dos quais é tornar-se num “polo de inovação no Centro do país”.

Outra potencialidade residirá na criação de uma rede urbana logística “que liga o Atlântico à Europa”, em que o Porto Seco, cuja construção já começou no terminal ferroviário de mercadorias, é “um projeto estruturante e decisivo para o futuro da cidade”, reconheceu Carlos Lobo.

Já o património natural do concelho e a ligação à Serra da Estrela, bem como uma cidade como “polo de atração e retenção” são outros eixos que devem nortear “as estratégias de desenvolvimento do município até 2040”, disse o consultor.

Pela negativa, são “fraquezas” da Guarda o envelhecimento da população, a emigração jovem, os baixos rendimentos auferidos pela maioria da mão-de-obra, o setor da saúde e a habitação.

Para Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, os resultados desta Agenda Estratégica são claros.

“A comunidade valoriza a qualidade ambiental, a segurança, a qualidade de vida e a proximidade. Reconhece o potencial da Guarda na área da logística, da inovação e do turismo de natureza. Mas identifica também desafios concretos, como a fixação dos jovens, o acesso à habitação, a valorização do interior e a necessidade de oportunidades para todos”, disse o autarca na sessão.

O presidente do município apontou alguns dos projetos que poderão fazer a diferença no futuro, caso da criação do Porto Seco, da ampliação da plataforma logística e da Estratégia Local de Habitação, que implica a construção de 74 imóveis para habitação social e a custos acessíveis, num investimento de mais de 22 milhões de euros.

A construção da reserva hídrica da nascente do Mondego, a criação da Rota dos Miradouros e de percursos pedestres, a recuperação de habitats no Parque Natural da Serra da Estrela e a criação do Parque Biológico da Maunça são outras iniciativas a concretizar pela autarquia.

“Importa sublinhar que estas iniciativas integram um pacote global de 397 ações estratégicas, das quais 76 estão já financiadas e em execução, com cofinanciamento do PRR, Portugal 2030, Centro 2030, Banco Europeu de Investimento, Orçamento de Estado e fundos municipais”, afirmou Sérgio Costa.

Projetos que envolvem um investimento previsto da ordem dos 752 milhões de euros, maioritariamente em infraestruturas (165 milhões), Equipamentos (32 milhões), Turismo (31 milhões) e Educação (30 milhões), de acordo com a informação constante da Agenda Estratégica Guarda 2040.

Sérgio Costa sublinhou que o plano é “o ponto de chegada de um trabalho que envolveu planeamento, cooperação e visão, mas é, sobretudo, o ponto de partida para os próximos 15 anos”.

Julho 18, 2025 . 15:00

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