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“Sintonias” arranca com a 9.ª Sinfonia de Beethoven no castelo de Penedono

É o primeiro de muitos outros que se seguirão. “Sintonias” é fruto de um projeto que pretende levar a cultura a todos os cidadãos de Penedono de uma “forma inclusiva”. As experiências que vão decorrer em vários locais emblemáticos do concelho prometem ser inesquecíveis

Eduarda Macário

Provavelmente já toda a gente escutou a 9.ª Sinfonia de Beethoven. Mas imagine ouvi-la num ambiente tranquilo, ali bem pertinho do céu, em pleno castelo de Penedono. O convite é já para amanhã, a partir das 21h00, e a noite promete ser inesquecível. Quem o diz é a presidente da câmara, Cristina Ferreira, e a presidente da Orquestra Clássica do Centro, que avançaram para uma parceria “pensada e sentida” na concretização de um projeto que pretende levar a cultura a todos de uma forma inclusiva.
E quando duas mulheres, de sensibilidades à flor da pele e apaixonadas pela sua terra e pelo bem estar das suas gentes, se juntam o resultado só poderia ser verdadeiras “Sintonias”, on­de a música dos mais diversos géneros se misturam de forma perfeita com os ambientes e as histórias dos vários locais envolvidos.
Estamos a falar do Festival “Sintonias - por Terras do Magriço – Penedono”, que amanhã começa com a interpretação da 9.ª Sinfonia de Beethoven com a Orquestra Clássica do Centro, o Coro Coimbra Vocal e o Choral Phydellius, Sofia Marafona (soprano), Cláudia Ribas (mezzo soprano, Paula Lapa (tenor), Ugo Guagliardo (baixo) com a direção de Sergio Alapont.
O festival vai prolongar-se até ao Natal, oferecendo dois concertos por mês, à exceção de outubro.
E tudo foi possível com a aprovação de uma candidatura elaborada pela Câmara Municipal de Penedono no âmbito do Programa 2023 com o principal objetivo de levar a cultura a todas as pessoas de uma for­ma inclusiva. Chamou-lhe “Cultura para todos” e é o resultado de um projeto trabalhado em conjunto com a Orquestra Clássica do Centro pode agora ser admirado, a partir de amanhã e até às vésperas de Natal.
“No fundo, pretendemos com esta candidatura trazer a cultura para todos a Penedono, de forma inclusiva. E para isso achamos que o parceiro ideal para este nosso projeto, que foi trabalhado muito antes da elaboração da candidatura, era a Orquestra Clássica do Centro, aqui tão bem representada pela sua presidente, a dra Emília Martins”, começou por explicar Cristina Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Penedono, no decorrer da conferência de apresentação do festival.
Reconhecendo que se trata de uma parceria pensada e sentida, até pela própria ligação de Emília Martins a Penedono, a autarca sublinhou o facto de se promoverem em simultâneo, um conjunto de locais emblemáticos do concelho como é o caso da Igreja Matriz e do Castelo de Penedono, o Largo do Castelo, Senhora do Monte, Necrópole Megalítica de Lameira de Cima, Cine-Fórum e átrio do município.
Começando por sublinhar a importância de se organizar um festival de música e de arte em Penedono que junta a música, com a gastronomia, o artesanato e todas as riquezas que o território tem para dar a conhecer, a presidente da Orquestra Clássica do Centro, Emília Martins, aplaude a escolha dos locais para a sua promoção. “Ouvir a 9.ª de Beethoven, a sinfonia mais conhecida no mundo e Património da Unesco num local tão fabuloso como é junto ao castelo, é sem dúvida um motivo para virem até Penedono”, afirma Emília Martins, considerando que “começar o festival ao som desta sinfonia, que é também o hino da União Europeia, será uma experiência única neste território”.
No decorrer do Festival “Sintonias” serão celebradas várias datas importantes para a região e para o país, como sendo os 100 anos de Carlos Paredes, no meio de datas marcantes como os 500 anos de Camões, os 250 anos do Domingos BomTempo que escreveu o requiem a Camões, os 30 anos da Retificação por Portugal da Declaração Universal dos Direitos das Crianças, os 30 anos da morte de Miguel Torga e, dentro do aniversário de Camões, é fundamental falar no Magriço, que é natural de Penedono e que este ano assinala os 580 anos da sua morte.
“Com este festival vamos também privilegiar um conjunto de locais do concelho fabulosos para podermos assistir a estes concertos e ao mesmo tempo conhecermos este património arquitetónico e histórico”, reconheceu Emília Martins. Uma escolha realçada também por Cristina Ferreira, que garantiu tratar-se de um evento com pernas para andar.
E porque se trata de um evento que pretende mostrar que no interior do país as coisas também acontecem, o Diário de Viseu voltará a falar deste festival, que pretende criar verdadeiras sintonias culturais.

Julho 18, 2025 . 07:15

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