
Diário de Viseu faz 28 anos
O Diário de Viseu, conforme consta do seu Estatuto Editorial, assume-se como um jornal independente, de orientação republicana e liberal, defensor da democracia pluralista, da livre iniciativa privada, da economia de mercado em sã concorrência, do reforço da União Europeia e da sua plena integração, tão mais necessária e urgente nos tempos que correm face à ameaça totalitária russa e à deriva americana. Defendemos a Liberdade de Imprensa e a total independência da imprensa e de todos os órgãos de comunicação social face aos poderes políticos e a quaisquer poderes económicos monopolistas. Importa assim hoje recordar, com saudade, Adriano Mário da Cunha Lucas (1925-2011), meu Pai, que foi um lutador incansável pela Liberdade de Imprensa, que em 1997 fundou o jornal, então denominado Diário Regional de Viseu.
Graças à sua iniciativa, bem como a todos os que desde então colaboraram com o jornal, se deve a existência e a continuidade do Diário de Viseu o primeiro e único diário na história de Viseu, que se mantém firme na sua orientação editorial e na valorização de Viseu, da Região das Beiras, das suas gentes e das suas empresas. Continuaremos a noticiar e a bater-nos por projectos importantes para o desenvolvimento da Região que têm sido esquecidos pelo Estado central. É o caso da modernização do IP3, constantemente adiada, que finalmente começou a ser realizada no troço que atravessa o concelho de Tondela, mas que já deveria estar terminada há décadas, o que muito tem prejudicado a Região. Como este, outros projectos vão ficando na gaveta de sucessivos governos, como acontece com o Centro de Radioterapia que evitaria enormes constrangimentos aos doentes e às suas famílias que diariamente são obrigadas a deslocarem-se a Coimbra.
Com o apoio dos nossos leitores, assinantes e anunciantes, que são a nossa razão de ser, continuaremos a missão, que é de todos nesta casa, de assegurar por muitos mais anos o desenvolvimento do Diário de Viseu e dos jornais que lhe estão associados, o Diário de Aveiro (que celebra 40 anos) o Diário de Coimbra (95 anos) e o Diário de Leiria (38 anos) quer nas edições impressas quer no digital, que, felizmente, também tem vindo a crescer com assinalável sucesso, permitindo-nos chegar, diariamente, a cada vez mais leitores.
Contudo, vivemos tempos de instabilidade, de incerteza e de guerra, na Europa e no Mundo, a que Portugal não é imune.
Também internamente, os dois últimos actos eleitorais, em que os portugueses afastaram as políticas socialistas dos últimos anos que foram nefastas para o País, ainda não trouxeram a estabilidade desejada para que se façam, sem mais delongas, as urgentes reformas liberalizadoras de que o País tanto necessita para crescer e se desenvolver.
Esperamos que os políticos recém-eleitos tenham a lucidez e a coragem de colocar os interesses do País à frente de quaisquer interesses ou tácticas partidárias e deem as mãos para criarem as pontes e os consensos necessários para haver estabilidade governativa e para avançarem com as reformas na Administração Pública, Justiça, Habitação ou Saúde, na redução drástica da burocracia asfixiante em quase todos os sectores de actividade e da enorme carga fiscal. É crucial libertar a sociedade civil do peso excessivo do Estado, criando-se condições para que as empresas, que são o motor da economia, possam prosperar e criar mais riqueza, para que o País cresça e os nossos jovens não tenham de emigrar.
Neste dia, e sempre, agradecemos aos nossos leitores, assinantes e anunciantes, a preferência que têm manifestado pelo Diário de Viseu.
Bem hajam.
Adriano Callé Lucas







