
João Oliveira é de Viseu e está na corrida para ganhar o The Voice Kids
O sorriso quando lhe abrimos a porta já nos era conhecido. Assemelhava-se ao que lançou em plena televisão nacional quando dois jurados disseram “sim” e viraram a cadeira na prova cega que apresentou há algumas semanas no The Voice. Foi assim que conhecemos João Oliveira, de 13 anos. É de Viseu, aluno da Escola Secundária Emídio Navarro e, como não poderia deixar de ser, do Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão.
Contou-nos que o gosto pela música começou com apenas três anos. “Agora continuo a cantar e decidi inscrever-me no The Voice. Sempre quis estar no programa e sempre gostei muito de ver”, confessou ao Diário de Viseu, sem esquecer a ajuda da irmã mais velha no momento da inscrição. Gravou o vídeo de candidatura e inscreveu-se pouco tempo antes do prazo terminar e, adivinhe-se, “conseguimos”.
Escolheu a música “Another Love”, do artista Tom Odell, para surpreender os jurados nas provas cegas. “Acho que é uma música do meu registo. Gosto muito, sempre ouvi desde que foi lançada e gosto também do cantor”, explicou.
Ao lado, o pai completou-lhe as palavras: “a irmã tem alguma competência na questão do canto por ter tido formação no conservatório e foi dando uma ajuda, ainda que o João tenha, pelo menos no meu entendimento, capacidade de perceber o que é que consegue ou não fazer com as músicas”.
Em Viseu, diga-se a experiência deste “mini cantor”, já atuou em público num concerto de um projeto chamado “Sete a Sete” na Sé de Viseu, onde “cantámos sete músicas e uma delas fui eu e o meu pai a cantarmos umas estrofes sozinhos”, acrescentou.
A lista continua. Já tocou bateria, mas agora é na percussão onde se destaca, desde marimba, tímpanos e glockenspiel. “Ando no conservatório desde o 5.º ano” e , na verdade, percebemos que música esteve sempre presente até porque “a minha irmã também andou no conservatório, maioritariamente em canto”, além de ter estado envolvida com a Associação Gira Sol Azul.
“Sempre tivemos ligados do ponto de vista musical à Ana Bento e a esta interessante associação que promove vários projetos interessantes na área da música em Viseu”, sublinhou o pai.
Quanto à prova cega, essa “correu muito bem”. “Estava muito nervoso quando entrei e acho que foi uma experiência única. Cantei a música toda de olhos fechados e depois a Nena e o Cristovinho viraram”, descreveu João Oliveira, reconhecendo que, nesse momento, “já ia para a parte em que era para cantar com a força da voz e quando viraram deu-me mais motivação para fazer essa parte e correu bem”.
Perguntámos-lhe ainda porque escolheu a artista Nena para o acompanhar neste caminho. E muito sorridente respondeu: “acho que a Nena tem o meu registo. Gosto muito da forma como ela canta e acho-a uma mentora muito simpática”. Segue-se agora a próxima fase com as batalhas.







