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Barragem de Fagilde avança porque região “não pode esperar”

Ministra do Ambiente defende construção e anuncia alternativas ao abastecimento

A região de Viseu não pode esperar sete anos pela construção da Barragem de Girabolhos e, por essa razão, a nova Barragem de Fagilde, que deverá ser construída no prazo de três anos, cerca de 100 metros a jusante da atual e com o dobro da capacidade de armazenamento de água, vai avançar.
Foi dessa forma que a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, respondeu a quem criticou a construção das duas infraestruturas, durante uma conferência sobre a bacia hidrográfica do Mondego, realizada no mês passado em Viseu. “Se eu tivesse a barragem de Girabolhos pronta, eu não precisava de Fagilde, mas não tenho”, assumiu.
A governante foi confrontada com as opiniões de vários professores universitários sobre as duas barragens na Aula Magna da Universidade Politécnica de Viseu, onde marcou presença nas comemorações do 47.º aniversário da instituição.
Questionada pelos jornalistas, a ministra defendeu que não é possível “correr o risco de esperar sete anos” e “aumentar a probabilidade” de repetir o cenário de 2017, ano em que foi necessário garantir o abastecimento de água às populações com recurso a camiões. Maria da Graça Carvalho lembrou que a nova barragem deverá estar pronta até 2029. Até lá, deverão ser tomadas outras medidas para garantir água nas torneiras, que deverão passar pelo aproveitamento das águas residuais para fins industriais e ligações a outras barragens.
“Esta zona é extremamente vulnerável às questões da seca. Estamos a estudar uma solução, provisória, para que nunca tenhamos de recorrer a autotanques como foi feito no passado”, referiu.
“Para o abastecimento urbano estamos a estudar ligações a outras barragens aqui perto. Vamos analisar o que é mais económico do ponto de vista da engenharia para que não falte aqui água”, adiantou.
Questionada sobre a possibilidade de um abastecimento feito através da rede já existente da empresa Águas Douro e Paiva, sistema ao qual os municípios da região aderiram, a ministra disse que as condutas necessárias “são tão ou mais caras que a barragem e gastam muita energia”. “Isso foi estudado do ponto de vista técnico”, garantiu.
Maria da Graça Carvalho defendeu ainda a barragem de Girabolhos, lembrando o seu papel “para a produção de energia, para o armazenamento de água e energia e para regular o caudal do Mondego”.

Novembro 6, 2026 . 10:15

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