
Defesa de Duarte Lima remete para o julgamento "tudo o que tiver a dizer"
O advogado do ex-deputado do PSD Duarte Lima, acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, em 2009, no Brasil, disse hoje à chegada ao tribunal de Sintra que "tudo o que tiver a dizer" será dito em julgamento.
“Vamos dizer tudo aquilo que temos para dizer no tribunal”, adiantou o advogado João Barroso Neto, que chegou ao tribunal de Sintra acompanhado por Duarte Lima, que ficou em silêncio.
A primeira sessão do julgamento pelo homicídio de Rosalina Ribeiro tem início marcado para as 14:00 e, além do depoimento de Duarte Lima, o tribunal conta ouvir a testemunha Rosemary Espinola, amiga próxima de Rosalina Ribeiro e uma das primeiras pessoas a dar indicação do desaparecimento.
Este caso começou em dezembro de 2009, quando Rosalina Ribeiro, viúva do milionário Tomé Feteira, foi assassinada com dois tiros, em Maricá, perto do Rio de Janeiro, no Brasil, e encontrada no dia seguinte em Saquarema, numa estrada de terra batida, a cerca de 100 quilómetros do Rio de Janeiro.
O motivo do crime, defende o Ministério Público, terá sido uma transferência de 5,2 milhões de euros feita por Rosalina Ribeiro para uma conta do antigo líder parlamentar do PSD.
De acordo com a acusação, o advogado queria que a viúva de Tomé Feteira assinasse um documento que comprovasse que o dinheiro transferido era, afinal, de Duarte Lima, mas Rosalina Ribeiro terá negado tal pedido. Perante a recusa, o advogado terá matado Rosalina Ribeiro.
Duarte Lima defendeu, ao longo dos últimos anos, que os mais de cinco milhões de euros diziam respeito a honorários devidos por anos de serviços prestados a Rosalina Ribeiro, uma versão contrariada pela filha do empresário e milionário Tomé Feteira, que defendeu que o dinheiro foi desviado de contas que pertenciam ao pai e que chegou a apresentar uma queixa contra Duarte Lima por abuso de confiança - crime de que foi absolvido em 2019.
O início do julgamento chegou a estar marcado para novembro de 2022, mas foi adiado várias vezes - primeiro por falta de notificação das testemunhas que estão no Brasil e depois pela falta das gravações.







