
Documentário sobre a tragédia de Alcafache no “Caminhos do Cinema Português”
O documentário ‘Última Paragem’ foi selecionado para a 32.ª edição do festival Caminhos do Cinema Português. Realizada e produzida por Daniela Almas, a obra retrata a tragédia ferroviária de Alcafache, ocorrida a 11 de setembro de 1985, no concelho de Mangualde.
Com uma duração de 42 minutos, o documentário será exibido no próximo dia 21, às 15h00, na Casa do Cinema de Coimbra, integrando a programação do festival dedicado à divulgação do cinema português. Os bilhetes para a sessão podem ser adquiridos nas bilheteiras locais, à entrada da Casa do Cinema de Coimbra, ou online, através da plataforma BOL.
Quatro décadas depois de um dos episódios mais marcantes da história ferroviária nacional, ‘Última Paragem’ procura recuperar a memória de uma tragédia que marcou profundamente a região e o país. Através de entrevistas e testemunhos de sobreviventes, familiares e profissionais, o documentário revisita o acontecimento, dando espaço às experiências humanas associadas ao acidente.
A motivação para desenvolver o projeto nasceu do impacto da história e da perceção de que, apesar da sua dimensão e das marcas que deixou, continua a ser um acontecimento pouco falado na região. Naturais de Viseu, os elementos da equipa encontraram neste episódio uma razão para desenvolver um trabalho documental ligado ao território, à memória coletiva e às pessoas que viveram as consequências da tragédia.
O projeto assinala também um marco no percurso da equipa, constituindo o seu primeiro documentário neste contexto de produção independente. A captação de imagem esteve a cargo de Beatriz Cajada e João Gabriel, que participaram igualmente na pós-produção, juntamente com Daniela Almas. O argumento foi desenvolvido por Daniela Almas, a captação aérea esteve a cargo de João Rocha e Joana Cajada assumiu a assistência de realização.
A seleção para os Caminhos do Cinema Português representa “um passo importante no percurso de ‘Última Paragem’ e uma oportunidade para levar esta história a novos públicos,contribuindo para preservar a memória de um acontecimento marcante da região Centro e da história contemporânea portuguesa.







